quinta-feira, 2 de julho de 2020

Caiu no vestibular

Olá pessoal. Energia farta quando partículas e antipartículas se encontram. Resolva o exercício e confira a resposta no sábado, dia 4.


As raras antipartículas...

(UFG-GO)
Antipartículas, raras na natureza, possuem carga elétrica oposta à de suas partículas correspondentes. Se encontrássemos uma fonte de antipartículas, poderíamos produzir uma grande quantidade de energia, permitindo que elas se aniquilassem com suas partículas. Dessa forma, calcule:


a) a quantidade de energia que seria liberada se 2,0 gramas de antimatéria fossem aniquiladas com 2,0 gramas de sua matéria (considere a velocidade da luz igual a 3,0.108 m/s);

b) por quanto tempo essa energia abasteceria uma cidade com um milhão de habitantes, considerando que uma pessoa consome, em média, 100 kWh por mês.

quarta-feira, 1 de julho de 2020

Leituras do Blog

A polarização da luz

Normalmente, uma fonte luminosa emite um tipo de radiação denominado luz natural, na qual as vibrações elétricas e magnéticas ocorrem nos mais diferentes planos, como se indica de forma esquemática na figura abaixo.



Existem certas substâncias que são polarizadoras, isto é, têm a propriedade de eliminar vários dos planos de vibração da luz natural, de modo que a luz que delas emerge é uma luz polarizada.


Vamos considerar o caso da polarização total, em que na luz emergente há apenas um plano de vibração das ondas, como representamos na figura a seguir.




Podemos, numa comparação bem simplificada, admitir que a substância polarizadora funciona como uma fenda que só deixa passar as ondas que vibram na sua direção. Essa ideia fica bem firmada pelo fato de que, colocando uma segunda substância polarizadora “cruzada” com a primeira (usando a analogia, é como se as fendas ficassem perpendiculares entre si), não emerge luz da segunda substância. Quer dizer, a luz que passou pela primeira “fenda” não consegue passar pela seguinte. A segunda substância, nesse caso, costuma ser chamada de
analisador, pois analisa se a luz que saiu da primeira estava ou não polarizada. A figura abaixo mostra esquematicamente essa ocorrência.




A luz refletida por placas de vidro e por superfícies líquidas apresenta-se normalmente polarizada. O uso de um analisador em máquinas fotográficas (filtro polaróide) e em óculos (película anti-reflexo) pode eliminar essa luz refletida, propiciando uma imagem mais nítida.


A difração da luz

Como vimos, a difração é um fenômeno ondulatório cuja ocorrência depende do comprimento de onda da radiação e das dimensões dos obstáculos ultrapassados. Para as ondas sonoras ele é percebido facilmente em situações do cotidiano, pois essas ondas têm normalmente comprimentos de onda elevados. Para as ondas luminosas, entretanto, é difícil percebê-lo, pois trata-se de ondas de comprimento de onda reduzido. Entretanto, quando os obstáculos têm dimensões da ordem de grandeza do comprimento de onda, a difração luminosa pode ser visualizada e mesmo fotografada.

terça-feira, 30 de junho de 2020

Leituras do Blog

As ondas eletromagnéticas

Características gerais das ondas eletromagnéticas


No século 19, o físico e matemático escocês James Clerk Maxwell (1831-1879) descobriu que cargas elétricas oscilantes originam as denominadas ondas eletromagnéticas. Isso acontece porque o campo elétrico   e o campo magnético   que essas cargas produzem são variáveis com o tempo e essa variação caracteriza uma perturbação se propaga pelo espaço, na forma de uma onda. É a onda eletromagnética.

A variação periódica do vetor campo elétrico E ocorre num plano perpendicular àquele em que ocorre a variação do vetor indução magnética B. Como essas vibrações acontecem em direções perpendiculares à direção de propagação, caracterizada na figura pelo raio de onda, concluímos que a onda eletromagnética é uma onda transversal.




Maxwell verificou também, em seus estudos, que a velocidade de propagação de uma onda eletromagnética no vácuo é a mesma da luz, isto é, 300.000 km/s, o que o levou a concluir que a luz é constituída por ondas eletromagnéticas. Hoje, sabe-se que o chamado espectro eletromagnético é constituído por vários tipos de radiações, mostradas no quadro seguinte, no qual são apresentados valores de frequência (em hertz) e de comprimento de onda no vácuo (em metros).





Obviamente, como se trata de ondas periódicas, valem para as ondas eletromagnéticas todas as características e definições já estudads, inclusive a fórmula que relaciona velocidade (v), comprimento de onda (λ) e frequência (f):


 
v = λ.f

As ondas luminosas


Nem todas as ondas eletromagnéticas são capazes de sensibilizar a retina de nossos olhos. As ondas com essa característica são denominadas ondas luminosas e constituem, dentro do espectro eletromagnético, o espectro visível, que também costuma ser chamado de luz visível.

 As ondas visíveis têm frequências compreendidas, aproximadamente, entre

3,8.1014 Hz e 8,3.1014 Hz. Considerando que a velocidade dessas ondas no vácuo é 3,0.108 m/s, obtém-se para os respectivos comprimentos de onda os valores aproximados 7,8.10-7 m (7.800 Å) e 3,6.10-7 m (3.600 Å). O espectro visível é usualmente dividido em sete faixas, apresentadas no quadro seguinte, com nomes que correspondem às conhecidas como sete cores do arco-íris:



As ondas luminosas, sendo transversais, podem sofrer o fenômeno da polarização, que não acontece com as ondas sonoras.

Amanhã descrevemos simplificadamente o fenômeno da polarização luminosa. 

segunda-feira, 29 de junho de 2020

Leituras do Blog

Tensão superficial

Borges e Nicolau

Ao colocarmos uma pequena colher de aço num recipiente com água ela afunda, pois a densidade do aço é maior do que a da água. Mas por que ao colocarmos horizontalmente, com cuidado, uma agulha de aço sobre a superfície da água, ela não afunda? A resposta é que a superfície da água comporta-se como uma membrana elástica em tensão que resiste a se romper.

Este fenômeno é denominado tensão superficial e ocorre não só com a água, mas também com outros líquidos.



Como se explica a formação desta membrana? Considere uma molécula A de água no interior e outra B, na superfície. A molécula interna A está em equilíbrio sob ação das forças de coesão exercidas pelas moléculas que a rodeiam. Já a molécula B está sujeita a forças de coesão por partes das moléculas superficiais e daquelas que estão abaixo. A resultante das forças de coesão que age em B esta orientada para baixo. Assim, a camada superficial funciona como uma membrana, comprimindo as moléculas de baixo.


Devido a este fenômeno a área superficial de um líquido tende a tornar-se a menor possível. Por isso, na ausência de forças externas as gotas de um líquido tendem a assumir a forma esférica que é a de menor área para um dado volume. No interior das naves espaciais, devido a imponderabilidade, as gotas de qualquer líquido solto no ambiente, assumem a forma esférica.

Os detergentes diminuem a tensão superficial da água, permitindo que ela penetre com maior facilidade em locais de difícil acesso como cantos e orifícios pequenos, o que auxilia na limpeza de utensílios. Uma agulha colocada na superfície da água e suportada pela tensão superficial afunda quando algumas gotas de detergente são despejadas no recipiente.

Pense & Responda

Pontes de Hidrogênio
(UNESP)
As moléculas de água (H2O) são atraídas umas pelas outras em associação por pontes de hidrogênio. Essa característica da água é responsável pela existência da tensão superficial, que permite que sobre a superfície da água se forme uma fina camada, cuja pressão interna é capaz de sustentar certa intensidade de força por unidade de área e, por exemplo, sustentar um pequeno inseto em repouso. Sobre a superfície tranquila de um lago, um inseto era sustentado pela tensão superficial. Após o despejo de certa quantia de detergente no lago, a tensão superficial se alterou e o pobre inseto afundou, pois, com esse despejo,

a) a tensão superficial diminuiu e a força exercida pela água sobre o inseto diminuiu.

b) a tensão superficial aumentou e a força exercida pela água sobre o inseto aumentou.

c) a tensão superficial diminuiu e a força exercida pela água sobre o inseto aumentou.

d) a tensão superficial diminuiu e a força exercida pela água sobre o inseto permaneceu constante.

e) a tensão superficial aumentou e a força exercida pela água sobre o inseto permaneceu constante.

Resposta: a

Aço flutuante
(UFSM)
Uma agulha de aço colocada, cuidadosamente, sobre a superfície da água de um tanque flutuará, apesar de a densidade do aço ser 7,8 vezes maior do que a da água. Esse fato é explicado, utilizando-se o conceito de


a) empuxo.
b) tensão superficial.
c) capilaridade.
d) viscosidade.
e) pressão

Resposta: b

domingo, 28 de junho de 2020

Arte do Blog

 
A Corar a Roupa

José Malhoa 
José Malhoa nasceu em Caldas da Raínha, Portugal, em 1855, e faleceu em Figueiró dos Vinhos em 1933. Vivendo em Portugal, a grande porta de entrada para o mar Mediterrâneo, se desejasse, encontraria todas as facilidades para visitar os grandes centros de cultura da Europa, especialmente Espanha, França e Itália. Entretanto, numa opção curiosa e intrigante, Malhoa nunca saiu de sua terra natal. Todo seu aprendizado, suas experiências e sua obra se desenvolveram em torno de Lisboa, cidade onde passou a maior parte da vida.
 
Praia das Maçãs

Fazendo parte de uma roda de pintores conhecida como "Grupo do Leão", por se reunirem na cervejaria do mesmo nome, sua pintura, todavia, desgarrou-se, tomando rumo próprio. Era uma época em que, as novas tintas, fornecidas em bisnagas, permitiam ao artista deslocar-se do estúdio para o campo. Não mais, como antigamente, os pintores faziam esboços em papel para mais tarde, dentro do estúdio, reproduzi-los na tela, valendo-se da memória para o desenvolvimento das cores. Agora, o artista pintava a natureza diante dela, fixando na tela a impressão do momento.

 
No Jardim

Suas primeiras telas lembravam um romantismo já quase superado em sua época mas, ao fixar novos rumos e conceitos, mudou de tal forma sua arte pode ser considerado um pós-impressionista. Pintando todos os gêneros, e não desprezando a comodidade do estúdio, preferia, entretanto, levar seu cavalete, a paleta, os pincéis e as tintas para o ar livre e, nesse propósito, destacou-se no gênero da paisagem.

Costumes da Beira Baixa

Malhoa, já o dissemos, nunca saiu de Portugal, mas suas telas viajaram o mundo, frequentando os mais cotados Salões de sua época, recebendo vários prêmios. Em seu país, foi presidente da Sociedade Nacional de Belas Artes. Muitas das telas deste extraordinário pintor se encontram no Brasil, em Museus, como no "Mariano Procópio" e Masp, assim como em mãos de particulares. Figuram, entre suas obras importantes Outono, Seara invadida, Beira-mar, As Pupilas do Senhor Reitor, Descobrimento do Brasil, Bêbados, Fado, O Emigrante, etc. (Fonte: pitoresco.com)

O Fado

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sábado, 27 de junho de 2020

Especial de Sábado

Olá pessoal. Com vocês a resolução deste interessante exercício que aborda partículas instáveis.


Mésons ou Múons

(UFES-ES)
Os mésons mu ou múons são partículas instáveis com tempo médio de vida de 2 μs. Os múons são produzidos na alta atmosfera, milhares de km acima do nível do mar. A velocidade típica desses múons é de 0,998c (c = 300.000 km/s é a velocidade da luz no vácuo).


a) Em uma abordagem não relativista, calcule a distância média percorrida pelos múons.
b) Em uma abordagem relativista, sabendo que o fator de Lorentz
é
γ =1/√(1 – (0,998)2) = 15, calcule a distância média percorrida pelos múons do ponto de vista de um observador em repouso na Terra.
c) Do ponto de vista do múon, explique, usando novamente uma abordagem relativista, como muitos múons podem atingir o nível do mar, apesar de isso ser impossível em uma abordagem não relativista.

Resolução:

a) v = Δs/Δt => 0,998c = Δs/Δt => 0,998.3,0.108(m/s) = Δs/2.10-6s

Δs = 598,8 m

b) Em relação a um referencial R’ ligado ao múon, o intervalo de tempo médio de vida é Δt’ = 2 μs = 2.10-6 s Em relação ao referencial R ligado à Terra, o intervalo de tempo Δt é dado por: Δt = γ.Δt’=15. 2.10-6s => Δt = 30.10-6s: em relação a R esse é o o intervalo de tempo dilatado.

A distância média percorrida pelo múon do ponto de vista de um observador em repouso na Terra (referencial R), temos:

Δs’= v.Δt = 0,998.3,0.108(m/s).30.10-6s = 8982 m.


De outro modo:
Δs’ = Δs.γ => Δs’ = 598,8.15 => Δs’ = 8982 m

c) Do ponto de vista de um  referencial R’ ligado ao múon há uma contração do espaço, tal que uma distância de 8.982 m no referencial R ligado ao solo, para o múon é de apenas 598,8 m, por isso, os múons atingem o nível do mar.

sexta-feira, 26 de junho de 2020

Sexta-feira Especial

Efeitos estudados em Física e seus descobridores

Efeito Eötvös

Borges e Nicolau


Loránd Eötvös (1848 -1919 ), físico e matemático húngaro, nascido na cidade de Pest, agora parte de Budapest. Estudou na Universidade de Heidelberg, sendo seus professores Gustav Kirchhoff, Robert Bunsen e Hermann Helmhotz, entre outros.

Eötvös verificou que, devido à rotação da Terra, o peso de um corpo que se movimenta na superfície terrestre não é igual ao peso do corpo em repouso sobre a superfície da Terra. Para os corpos que se deslocam de leste para oeste ele aumenta e, para os que se deslocam de oeste para leste, diminui. Este é o chamado Efeito Eötvös.

Budapest, vista do Rio Danúbio e do Parlamento. Foto: Nicolau Ferraro

Universidade de Heidelberg

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Próximo Sábado: Efeito Leidenfrost

quinta-feira, 25 de junho de 2020

Caiu no vestibular

Olá pessoal. Esse exercício aborda partículas instáveis. A resposta será publicada no sábado, dia 27 de junho.



Mésons ou Múons

(UFES-ES)
Os mésons mu ou múons são partículas instáveis com tempo médio de vida de 2 μs. Os múons são produzidos na alta atmosfera, milhares de km acima do nível do mar. A velocidade típica desses múons é de 0,998c (c = 300.000 km/s é a velocidade da luz no vácuo).


a) Em uma abordagem não relativista, calcule a distância média percorrida pelos múons.
b) Em uma abordagem relativista, sabendo que o fator de Lorentz
é
γ =1/√(1 – (0,998)2) = 15, calcule a distância média percorrida pelos múons do ponto de vista de um observador em repouso na Terra.
c) Do ponto de vista do múon, explique, usando novamente uma abordagem relativista, como muitos múons podem atingir o nível do mar, apesar de isso ser impossível em uma abordagem não relativista.

quarta-feira, 24 de junho de 2020

Simulado de Eletricidade - Resolução

Questão 1:
(UFSC)
A eletricidade estática gerada por atrito é fenômeno comum no cotidiano. Pode ser observada ao pentearmos o cabelo em um dia seco, ao retirarmos um casaco de lã ou até mesmo ao caminharmos sobre um tapete. Ela ocorre porque o atrito entre materiais gera desequilíbrio entre o número de prótons e elétrons de cada material, tornando-os carregados positivamente ou negativamente. Uma maneira de identificar qual tipo de carga um material adquire quando atritado com outro é consultando uma lista elaborada experimentalmente, chamada série triboelétrica, como a mostrada abaixo. A lista está elaborada de tal forma que qualquer material adquire carga positiva quando atritado com os materiais que o seguem. 



Com base na lista triboelétrica, assinale a(s) proposição(ões) CORRETA(S) e dê a resposta como a soma delas.

01. A pele de coelho atritada com teflon ficará carregada positivamente, pois receberá prótons do teflon.
02. Uma vez eletrizados por atrito, vidro e seda quando aproximados irão se atrair.
04. Em processo de eletrização por atrito entre vidro e papel, o vidro adquir carga de +5 unidades de carga, então o papel adquire carga de -5 unidades de carga.
08. Atritar couro e teflon irá produzir mais eletricidade estática do que atritar couro e pele de coelho.
16. Dois bastões de vidro aproximados depois de atritados com pele de gato irão se atrair.
32. Um bastão de madeira atritado com outro bastão de madeira ficará eletrizado.


Resolução:

01. Incorreta.
A pele de coelho figura antes do que o teflon na série triboelétrica. Logo, atritando-se pela de coelho com teflon a pele de coelho fica eletrizada positivamente, por ceder elétrons ao teflon.


02. Correta.
Por atrito o vidro e a seda adquirem cargas elétricas de sinais opostos. Logo, ao serem aproximados vão se atrair.


04. Correta.
Por atrito o vidro e o papel adquirem cargas elétricas de mesmo valor absoluto e sinais opostos. Note que o vidro figura antes do que o papel na série triboelétrica. Portanto, o vidro fica positivamente eletrizado.


08. Correta.
A tendência de receber elétrons do teflon ao será atritado com couro é maior do que a tendência da pele de coelho, de receber elétrons, ao ser atritada com couro.


16. Incorreta.
Os dois bastões de vidro, ao serem atritados com pele de gato, eletrizam-se positivamente. Logo, vão se repelir ao serem aproximados.


32. Incorreta.
Os bastões de madeira ficarão neutros, pois ambos têm a mesma tendência de trocar elétrons.
  


Resposta: 14 (02+04+08)

Questão 2:
(IFCE)
Três esferas metálicas idênticas, A, B e C, se encontram isoladas e bem afastadas uma das outras. A esfera A possui carga Q e as outras estão neutras. Faz-se a esfera A tocar primeiro a esfera B e depois a esfera C. Em seguida, faz-se a esfera B tocar a esfera C.
No final desse procedimento, as cargas das esferas A, B e C serão, respectivamente,

a) Q/2, Q/2 e Q/8.
b) Q/4, Q/8 e Q/8.
c) Q/2, 3Q/8 e 3Q/8.
d) Q/2, 3Q/8 e Q/8.
e) Q/4, 3Q/8 e 3Q/8.


Resolução:


Resposta: e

Questão 3:

(U.Mackenzie-SP)
Em um determinado instante, dois corpos de pequenas dimensões estão eletricamente neutros e localizados no ar. Por certo processo de eletrização, cerca de 5.10
13 elétrons “passaram” de um corpo a outro. Feito isto, ao serem afastados entre si de uma distância de 1,0 cm, haverá entre eles:

a) uma repulsão eletrostática mútua, de intensidade 5,76 kN.
b) uma repulsão eletrostática mútua, de intensidade 7,2.1
05 kN.
c) uma interação eletrostática mútua desprezível, impossível de ser determinada.
5
d) uma atração eletrostática mútua, de intensidade 7,2.105 kN.
e) uma atração eletrostática mútua, de intensidade 5,76 kN.
5

Dados:


Resolução:

Q = n.e = 5.1013.1,6.10-19 C
Q = 8,0.1
0-6 C

O corpo que recebeu elétrons terá carga:


Q1 = -8,0.10-6 C

O corpo que cedeu elétrons terá carga:


Q2 = 8,0.10-6 C 

A força eletrostática é de atração, pois as cargas elétricas têm sinais opostos.

Sua intensidade é dada por:


F = k
0.IQ1I.IQ2I/d2 => F = 9.109.8,0.10-6.8,0.10-6/(10-2)2 => F = 5760 N =>
F = 5,76 kN


Resposta: e

Questão 4:
(UPF-RGS)
Uma pequena esfera de 1,6 g de massa e eletrizada retirando-se um numero n de elétrons. Dessa forma, quando a esfera e colocada em um campo elétrico uniforme de 1,0.10
9 N/C, na direção vertical  para cima, a esfera fica flutuando no ar em equilíbrio.
Considerando que a aceleração gravitacional local g e 10 m/s
2 e a carga de um elétron e 1,6.10-19 C, pode-se afirmar que o numero de elétrons retirados da esfera e:

a) 1,0.1
019     b) 1,0.1010     c) 1,0.109     d) 1,0.108     e) 1,0.107

Resolução:

No equilíbrio, temos:

Intensidade da força eletrostática = intensidade do peso


q.E = m.g
n.e.E = m.g
n.1,6.1
0-19.1,0.109 = 1,6.10-3.10 => n = 1,0.108

Resposta: e

Questão 5:
(VUNESP)
A figura representa a intensidade do campo elétrico criado por uma carga puntiforme Q, em função da distância d à carga.



A intensidade da força elétrica que agirá sobre uma carga de prova q = 2,0.10-1 C, colocada a 0,3 m de Q, valerá, em N,

a) 2,0.1
0-3     b) 2,0.10-2     c) 2,0.10-1     d) 1,0.10-2     e) 1,0.10-1

Resolução:

Para d = 0,1 m, temos E = 4,5 N/C. 
De E = k0.IQI/d2 concluímos que triplicando-se a distância a intensidade do campo elétrica fica 9 vezes menor. 
Assim para d = 0,3 m, temos E = 0,5 N/C.
F = q.E => F = 2,0.1
0-1.0,5 => F = 1,0.10-1
  
Resposta: e

Questão 6:
(VUNESP)
A figura mostra um arranjo de quatro cargas elétricas puntiformes fixas, sendo todas de mesmo modulo Q e ocupando os vértices de um quadrado de lado L.



A constante eletrostática do meio e k e não existe influencia de outras cargas. A intensidade do vetor campo elétrico produzido por essas cargas no centro do quadrado é


a) 3kQ/L2     b) kQ/L2     c) 2kQ/L2     d) 0     e) 4kQ/L2

Resolução:


Eres = 2.E => Eres = 2k.Q/(L.√2/2)L2 => Eres = 4kQ/L2

Resposta: e

Questão 7:
(VUNESP)
Com respeito a condutores em equilíbrio eletrostático, analise:

I. o campo elétrico resultante em regiões do interior de um condutor em equilíbrio eletrostático é nulo;
II. o potencial elétrico nos pontos internos e da superfície de um condutor em equilíbrio eletrostático é constante;
III. a direção do campo elétrico em um ponto sobre a superfície de um condutor eletrizado, isolado e em equilíbrio eletrostático é perpendicular à superfície, nesse ponto.

Está correto o contido em

a) I, apenas.
b) III, apenas.
c) I e II, apenas.
d) II e III, apenas.
e) I, II e III.


Resolução:

I. Correta.
O campo elétrico no interior de um condutor em equilíbrio eletrostático é nulo. Se o campo elétrico não fosse nulo haveria movimento ordenado de cargas elétricas, o que contraria a hipótese de o condutor estar em equilíbrio eletrostático.


II. Correta.
Não há ddp entre os pontos internos e superficiais de um condutor em equilíbrio eletrostático, isto é, o potencial elétrico nos pontos internos e da superfície de um condutor em equilíbrio eletrostático é constante. Se houvesse ddp haveria movimento ordenado de cargas elétricas. 


III. Correta.
O vetor campo elétrico em um ponto sobre a superfície de um condutor eletrizado em equilíbrio eletrostático tem direção perpendicular à superfície. Se tal não acontecesse o vetor campo teria componente tangencial que produziria movimento ordenado de cargas elétricas.


Resposta: e

Questão 8:
(UEA-AM)
Segundo levantamento do Grupo de Eletricidade Atmosférica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o Amazonas é o estado brasileiro com maior incidência de raios, com uma média anual de 11 milhões de descargas elétricas. Para evitar ser atingido por um deles em dias de tempestade, é recomendado afastar-se de árvores e postes de iluminação. Praias, piscinas e locais onde o ser humano seja o objeto mais alto em relação ao chão também devem ser evitados. Se não for possível encontrar um abrigo, o mais aconselhável é ?car agachado no chão, com as mãos na nuca e os pés juntos.



Esses procedimentos são baseados no poder das pontas, que consiste no fato de
 

a) cargas elétricas tenderem a acumular-se em regiões planas, facilitando descargas elétricas sobre regiões pontiagudas.
b) nas regiões planas a diferença de potencial entre a Terra e as nuvens ser nula, criando um corredor que leva a descarga para as regiões pontiagudas.
c) a densidade de cargas elétricas ser menor nas proximidades de regiões pontiagudas, atraindo os raios para essas regiões.
d) a diferença de potencial entre as nuvens e as regiões pontiagudas atingir valores muito baixos, dando origem a descargas elétricas violentas para compensar tal fato.
e) o campo elétrico gerado ao redor de regiões pontiagudas ser mais intenso do que o gerado em regiões planas, atraindo os raios.


Resolução:

A densidades de cargas elétricas é maior nas regiões pontiagudas. Por isso, o campo elétrico gerado nas vizinhanças das pontas é mais intenso do que o gerado em regiões planas. Assim, em torno da ponta o intenso campo elétrico provoca a ionização do ar, o que facilita a descarga elétrica.

Resposta: e

Questão 9:
(Unicamp-SP)
O carro elétrico é uma alternativa aos veículos com motor a combustão interna. Qual é a autonomia de um carro elétrico que se desloca a 60 km/h, se a corrente  elétrica empregada nesta velocidade é igual a 50 A e a carga máxima armazenada em suas baterias é q = 75 Ah ?

a) 40 km     b) 62,5 km     c) 90 km     d) 160 km


Resolução:

i = Δq/Δt => 50A = 75Ah/Δt => Δt = 1,5 h
v = Δs/Δt => 60km/h = Δs/1,5h => Δs = 90 km 

Resposta: c

Questão 10:
(UFPR)
A indústria eletrônica busca produzir e aperfeiçoar dispositivos com propriedades elétricas adequadas para as mais diversas aplicações. O gráfico abaixo ilustra o comportamento elétrico de três dispositivos eletrônicos quando submetidos a uma tensão de operação V entre seus terminais, de modo que por eles circula uma corrente i. 



Com base na figura acima, assinale a alternativa correta. 


a) O dispositivo D
1 é não ôhmico na faixa de –30 a +30 V e sua resistência 
vale 0,2 kΩ.
b) O dispositivo
D2 é ôhmico na faixa de –20 a +20 V e sua resistência vale 6,0 kΩ.
c) O dispositivo
D3 é ôhmico na faixa de –10 a +10 V e sua resistência vale 0,5 kΩ.
d) O dispositivo
D1 é ôhmico na faixa de –30 a +30 V e sua resistência vale 0,6 kΩ.
e) O dispositivo
D3 é não ôhmico na faixa de –10 a +10 V e sua resistência 
vale 0,5 kΩ.

Resolução:

O gráfico U x i para um resistor ôhmico é uma reta passando pala origem. Assim, dos dispositivos apresentados, D1 é ôhmico na faixa de tensão elétrica estabelecida no gráfico.

Sua resistência elétrica é dada pela lei de Ohm:


U = R.i => 30 = R.5,0.10-3 => R = 6,0.10Ω = 6,0 kΩ

Resposta: d