sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Física Animada

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Rumo ao ENEM

Olá pessoal, continuamos com exercícios de Eletricidade, Usinas elétricas e Ondas eletromagnéticas. Tente resolver e caso tenha dúvidas vá às aulas do Blog.

Borges e Nicolau



Eletricidade, Usinas elétricas e Ondas eletromagnéticas (III)

Questão 17:

O consumo total de energia nas residências brasileiras envolve diversas fontes, como eletricidade, gás de cozinha, lenha, etc. O gráfico mostra a evolução do consumo de energia elétrica residencial, comparada com o consumo total de energia residencial, de 1970 a 1995.


Verifica-se que a participação percentual da energia elétrica no total de energia gasto nas residências brasileiras cresceu entre 1970 e 1995, passando, aproximadamente, de

a) 10% para 40%.
b) 10% para 60%.
c) 20% para 60%.
d) 25% para 35%.
e) 40% para 80%.


Resolução:

1970
Consumo de energia elétrica: aproximadamente 2,5.10
6 tep
Energia total: 25.106 tep

Participação porcentual: 2,5.106 tep/25.106 tep = 0,1 = 10%

1995
Consumo de energia elétrica: 20.106 tep
Energia total: 34.106 tep

Participação porcentual: 20.106 tep/34.106 tep ≅ 0,59 ≅ 60%

Resposta: b

Questão 18:

Os níveis de irradiância ultravioleta efetiva (IUV) indicam o risco de exposição ao Sol para pessoas de pele do tipo II, pele de pigmentação clara. O tempo de exposição segura (TES) corresponde ao tempo de exposição aos raios solares sem que ocorram queimaduras de pele. A tabela mostra a correlação entre riscos de exposição, IUV e TES.


Uma das maneiras de se proteger contra queimaduras provocadas pela radiação ultravioleta é o uso dos cremes protetores solares, cujo Fator de Proteção Solar (FPS) é calculado da seguinte maneira:


TPP = tempo de exposição mínima para produção de vermelhidão na pele protegida (em minutos).
TPD = tempo de exposição mínima para produção de vermelhidão na pele desprotegida (em minutos).


O FPS mínimo que uma pessoa de pele tipo II necessita para evitar queimaduras ao se expor ao Sol, considerando TPP o intervalo das 12:00 às 14:00 h, num dia em que a irradiância efetiva é maior que 8, de acordo com os dados fornecidos, é


a) 5.      b) 6.      c) 8.      d) 10.      e) 20.

Resolução:

Para IUV maior do que 8, temos que o TES é no máximo de 20 minutos. Nestas condições o TPD deve ser superior a 20 minutos.


Vamos considerar TPD = 20 minutos. Sendo TPP = 2 horas = 120 minutos, vem:


FPS = TPP/TPD = 120minutos/20minutos => FPS = 6

Resposta: b

Questão 19:

Na comparação entre diferentes processos de geração de energia, devem ser considerados aspectos econômicos, sociais e ambientais. Um fator economicamente relevante nessa comparação é a eficiência do processo. Eis um exemplo: a utilização do gás natural como fonte de aquecimento pode ser feita pela simples queima num fogão (uso direto), ou pela produção de eletricidade em uma termoelétrica e uso de aquecimento elétrico (uso indireto). Os rendimentos correspondentes a cada etapa de dois desses processos estão indicados entre parênteses no esquema.


Na comparação das eficiências, em termos globais, entre esses dois processos (direto e indireto), verifica-se que

a) a menor eficiência de P2 deve-se, sobretudo, ao baixo rendimento da termoelétrica.
b) a menor eficiência de P2 deve-se, sobretudo, ao baixo rendimento na distribuição.
c) a maior eficiência de P2 deve-se ao alto rendimento do aquecedor elétrico.
d) a menor eficiência de P1 deve-se, sobretudo, ao baixo rendimento da fornalha.
e) a menor eficiência de P1 deve-se, sobretudo, ao alto rendimento de sua distribuição.


Resolução:

O rendimento total é o produto dos rendimentos das diversas etapas.

Uso direto
Rendimento total: 0,95 x 0,70 = 0,665 = 66,5%

Uso indireto
Rendimento total: 0,40 x 0,90 x 0,95  = 0,342 = 34,2%

Portanto, o processo indireto apresenta menor eficiência, consequência do baixo rendimento da termoelétrica.

Resposta: a

Questão 20:

Os números e cifras envolvidos, quando lidamos com dados sobre produção e consumo de energia em nosso país, são sempre muito grandes. Apenas no setor residencial, em um único dia, o consumo de energia elétrica é da ordem de 200 mil MWh. Para avaliar esse consumo, imagine uma situação em que o Brasil não dispusesse de hidrelétricas e tivesse de depender somente de termoelétricas, onde cada kg de carvão, ao ser queimado, permite obter uma quantidade de energia da ordem de 10 kWh.
Considerando que um caminhão transporta, em média, 10 toneladas de carvão, a quantidade de caminhões de carvão necessária para abastecer as termoelétricas, a cada dia, seria da ordem de


a) 20.        b) 200.        c) 1.000.        d) 2.000.        e) 10.000.

Resolução:

Se 1 kg de carvão permite obter 10 kWh de energia elétrica, então para produzir 200 mil MWh = 200.106 kWh seriam necessários 20.106 kg de carvão, ou seja, 20.103 toneladas de carvão.

Se cada caminhão transporta, em média, 10 toneladas de carvão, a quantidade de caminhões necessária para abastecer as termoelétricas, a cada dia, seria de 2000.


Resposta: d

Questão 21:

Segundo matéria publicada em um jornal brasileiro, Todo o lixo (orgânico) produzido pelo Brasil hoje - cerca de 20 milhões de toneladas por ano - seria capaz de aumentar em 15% a oferta de energia elétrica. Isso representa a metade da energia produzida pela hidrelétrica de Itaipu. O segredo está na celulignina, combustível sólido gerado a partir de um processo químico a que são submetidos os resíduos orgânicos.

O Estado de São Paulo, 01/01/2001.


Independentemente da viabilidade econômica desse processo, ainda em fase de pesquisa, na produção de energia pela técnica citada nessa matéria, a celulignina faria o mesmo papel

a) do gás natural em uma usina termoelétrica.
b) do vapor d.água em uma usina termoelétrica.
c) da queda d.água em uma usina hidrelétrica.
d) das pás das turbinas em uma usina eólica.
e) do reator nuclear em uma usina termonuclear.


Resolução:

A celulignina é combustível sólido e faria o mesmo papel do gás natural em uma usina termoelétrica. A celulignina e o gás natural produziriam energia através da combustão.


Resposta: a

Questão 22:

Entre as inúmeras recomendações dadas para a economia de energia elétrica em uma residência, destacamos as seguintes:

● Substitua lâmpadas incandescentes por fluorescentes compactas.
● Evite usar o chuveiro elétrico com a chave na posição -inverno- ou -quente-.
● Acumule uma quantidade de roupa para ser passada a ferro elétrico de uma só vez.
● Evite o uso de tomadas múltiplas para ligar vários aparelhos simultaneamente.
● Utilize, na instalação elétrica, fios de diâmetros recomendados às suas finalidades.


A característica comum a todas essas recomendações é a proposta de economizar energia através da tentativa de, no dia a dia, reduzir

a) a potência dos aparelhos e dispositivos elétricos.

b) o tempo de utilização dos aparelhos e dispositivos.
c) o consumo de energia elétrica convertida em energia térmica.
d) o consumo de energia térmica convertida em energia elétrica.
e) o consumo de energia elétrica através de correntes de fuga.


Resolução:

Todas as recomendações apresentadas tratam da transformação de energia elétrica em energia térmica (efeito Joule).

Resposta: c

Questão 23:

Em usinas hidrelétricas, a queda d’água move turbinas que acionam geradores. Em usinas eólicas, os geradores são acionados por hélices movidas pelo vento. Na conversão direta solar-elétrica são células fotovoltaicas que produzem tensão elétrica. Além de todos produzirem eletricidade, esses processos têm em comum o fato de

a) não provocarem impacto ambiental.
b) independerem de condições climáticas.
c) a energia gerada poder ser armazenada.
d) utilizarem fontes de energia renováveis.
e) dependerem das reservas de combustíveis fósseis.


Resolução:

Todos os processos têm em comum o fato de utilizarem fontes de energia renováveis, Estas fontes de energia não dependem da reserva de combustíveis fósseis.

Resposta: d

Questão 24:

O diagrama mostra a utilização das diferentes fontes de energia no cenário mundial.
Embora aproximadamente um terço de toda energia primária seja orientada à  produção de eletricidade, apenas 10% do total são obtidos em forma de energia elétrica útil. A pouca eficiência do processo de produção de eletricidade deve-se, sobretudo, ao fato de as usinas:



a) nucleares utilizarem processos de aquecimento, nos quais as temperaturas atingem milhões de graus Celsius, favorecendo perdas por fissão nuclear.
b) termelétricas utilizarem processos de aquecimento a baixas temperaturas, apenas da ordem de centenas de graus Celsius, o que impede a queima total dos combustíveis fósseis.
c) hidrelétricas terem o aproveitamento energético baixo, uma vez que parte da água em queda não atinge as pás das turbinas que acionam os geradores elétricos.
d) nucleares e termelétricas utilizarem processos de transformação de calor em trabalho útil, no qual as perdas de calor são sempre bastante elevadas.
e) termelétricas e hidrelétricas serem capazes de utilizar diretamente o calor obtido do combustível para aquecer a água, sem perda para o meio.


Resolução:

O baixo rendimento  de produção de energia elétrica deve-se, sobretudo, ao fato de as usinas nucleares e termelétricas utilizarem processos de transformação de calor em trabalho útil, no qual as perdas de calor são sempre bastante elevadas. Já nas usinas hidrelétricas ocorre a transformação de energia mecânica em energia elétrica.

Resposta: d

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Cursos do Blog - Eletricidade

Visualização, por meio de limalha de ferro, do campo magnético criado por uma corrente elétrica que percorre uma espira circular e um solenóide.

31ª aula
Voltando ao primeiro fenômeno eletromagnético

Borges e Nicolau
x
Você já estudou que "toda corrente elétrica origina no espaço que a envolve um campo magnético". Estudou também as características do campo magnético criado pela corrente elétrica que atravessa um condutor retilíneo.

Vamos agora analisar mais dois casos:

1º) Campo magnético no centro O de uma espira circular de raio R percorrida por corrente elétrica de intensidade i

Vista de frente e em perspectiva. Espira circular é um fio condutor dobrado segundo uma circunferência.
Clique para ampliar.

B em O tem as seguintes características:

Direção: da reta perpendicular ao plano da espira

Sentido: dado pela regra da mão direita número 1

Intensidade:

x
Analogamente a um ímã uma espira percorrida por corrente tem também dois polos.

Polo norte: face da espira por onde B "sai". Neste caso, "a corrente elétrica é vista no sentido anti-horário".



Polo sul: face da espira por onde B "entra". Neste caso, "a corrente elétrica é vista no sentido horário".


2º) Campo magnético no interior de um solenoide percorrido por corrente elétrica de intensidade i
x
Solenoide ou bobina longa: fio condutor enrolado segundo espiras iguais, uma ao lado da outra, igualmente espaçadas. Clique para ampliar

Seja P um ponto interno ao solenoide. O vetor B em P tem as seguintes características:

Direção: do eixo do solenoide

Sentido: dado pela regra da mão direita número 1

Intensidade: 


N/L é a densidade de espiras, isto é, é o número N de espiras existentes num comprimento L de solenoide.

Em qualquer outro ponto interno, o vetor campo magnético B tem as mesmas características. Isto significa que o campo magnético no interior do solenoide é uniforme.

Clique para ampliar

Analogamente a um ímã e a uma espira, um solenoide também tem dois polos.

Polo norte: face do solenoide por onde saem as linhas de indução
Polo sul: face do solenoide por onde entram as linhas de indução


Recorde os três casos

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Exercícios básicos

Exercício 1:
a) Represente o vetor campo magnético B no centro O da espira circular de raio R, vista de frente, conforme a figura.

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b) Dobrando-se a intensidade da corrente elétrica que percorre a espira, o que ocorre com a intensidade de B

Resolução: clique aqui

Exercício 2:
Uma espira circular de raio R e centro O e um fio retilíneo são percorridos por correntes elétricas de intensidades i e I, respectivamente. A espira e o fio encontram-se no mesmo plano conforme se indica na figura.

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Sabendo-se que o campo magnético resultante em O é nulo, determine:

a) o sentido de I;
b) a relação i/I.

Resolução: clique aqui

Exercício 3:
Duas espiras concêntricas de raios R1 e R2 são percorridas por correntes elétricas de intensidades i1 e i2, conforme mostra a figura.

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Sabe-se que: i1 = i2 = 5 A; R2 = 2.R1 = 10 cm e μ0 = 4.π.10-7 T.m/A

Determine a intensidade do vetor campo magnético resultante no centro comum O.

Resolução: clique aqui

Exercício 4:
Considere o solenoide esquematizado na figura.

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a) Qual é a direção e o sentido de B no ponto P, interno ao solenoide?
b) A face X é Norte ou Sul?
c) Represente as linhas de indução no interior do solenoide
d) Qual é a intensidade da corrente elétrica i que percorre o solenoide sabendo-se que o campo magnético no interior tem intensidade 
B = 4.π.10-3 T
Dados: μ0 = 4.π.10-7 T.m/A; densidade de espiras: 1000 espiras/metro

Resolução: clique aqui 

Exercícios de Revisão

Revisão/Ex 1:
(UFRGS)
A figura abaixo mostra duas espiras circulares (I e II) de fios metálicos. O raio da espira II é o dobro do raio da I. Ambas estão no plano da página e são percorridas por correntes elétricas de mesma intensidade i, mas de sentidos contrários.




O campo magnético criado pela espira I no seu centro é
B1. O campo magnético criado pela espira II no seu centro é B2. Com relação a B1 e B2, pode-se afirmar que:

a)
B1 > B2
b)
B1 = B2
c)
B1 < B2
d) B1 e B2 e têm o mesmo sentido
e)
B1 aponta para dentro da página, e B2, para fora 

Resolução: clique aqui

Revisão/Ex 2:
(UF-BA)
Duas espiras circulares, concêntricas e coplanares, de raios
R1 e R2, sendo
R1 = 0,4R2, são percorridas respectivamente pelas correntes i1 e i2;



O campo magnético resultante no centro das espiras é nulo. A razão entre as correntes
i1 e i2 é igual a:

a) 0,4    b) 1,0    c) 2,0    d) 2,5    e) 4,0


Resolução: clique aqui

Revisão/Ex 3:
(UCS-RS)
Um fio reto AB e uma espira de centro C estão no plano da folha e isolados entre si e percorridos por correntes elétricas
i1 e i2. No centro C da espira são gerados os campos magnéticos B1 e B2, pelas correntes elétricas i1 e i2, respectivamente.



Com base no exposto, é correto afirmar que:


a) O sentido de
B1 aponta para dentro da folha e o de B2, para fora da mesma.
b) Os sentidos de
B1 e B2 apontam para fora da folha.
c) O sentido de
B1 aponta para fora da folha e o de B2, para dentro da mesma.
d) Os sentidos de
B1 e B2 apontam para dentro da folha.
e) Não existe campo magnético resultante, pois
B1 e B2 se anulam.

Resolução: clique aqui

Revisão/Ex 4:
(UFSCar–SP)
A figura representa um solenoide, sem núcleo, fixo a uma mesa horizontal. Em frente a esse solenoide está colocado um ímã preso a um carrinho que se pode mover facilmente sobre essa mesa, em qualquer direção. Estando o carrinho em repouso, o solenoide é ligado a uma fonte de tensão e passa a ser percorrido por uma corrente contínua cujo sentido está indicado pelas setas na figura. Assim, é gerado no solenoide um campo magnético que atua sobre o ímã e tende a mover o carrinho:



a) aproximando-o do solenoide.
b) afastando-o do solenoide.
c) de forma oscilante, aproximando-o e afastando-o do solenoide.
d) lateralmente, para dentro do plano da figura.
e) lateralmente, para fora do plano da figura.


Resolução: clique aqui
b
Desafio: 

Duas espiras circulares de mesmo raio R = 10 cm, situam-se em planos perpendiculares e com centro O comum. Seja i = 10 A a intensidade da corrente elétrica que percorre cada espira. Determine a intensidade do vetor campo magnético resultante no centro O.
Dado:
μ0 = 4.π.10-7 T.m/A


A resolução será publicada na próxima quarta-feira.

Resolução do desafio anterior:

Considere uma espira retangular ABCD, indicada na figura. A espira está imersa num campo magnético uniforme B que tem a direção e o sentido do eixo z e intensidade B = 2,0.10-3 T. Determine o fluxo magnético do campo na superfície da espira.


Resolução:


Φ = B.A.cos θ
B = 2,0.10-3 T
A = 5,0.10-2.2,0.10-2 => A = 10.10-4 m2
cos θ = 4,0/5,0 = 0,80
Φ = 2,0.10-3.10.10-4.4,0/5,0

Φ = 1,6.10-6 Wb

Resposta: 1,6.10-6 Wb

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Cursos do Blog - Termologia, Óptica e Ondas


31ª aula
Lentes esféricas. Comportamento óptico. Elementos geométricos. Dois raios notáveis

Borges e Nicolau

Lente esférica

É um corpo transparente com duas faces esféricas ou uma face esférica e outra plana.

Observe na foto 1 as lente biconvexa e plano-convexa. Na foto 2, as lentes são bicôncava e plano-côncava. As lentes da foto 1 apresentam as bordas finas e as da foto 2, as bordas espessas. 

Foto 1
Foto 2

Seja n2 o índice de refração do corpo transparente (por exemplo, vidro) e n1 o índice de refração do meio onde o corpo transparente está imerso (por exemplo, ar). No caso mais comum (n2 > n1), as lentes de bordas finas são convergentes e as lentes de bordas espessas são divergentes. 

Os raios e luz que emergem das lentes passam efetivamente por um ponto do eixo principal (foto 3) e através de prolongamento (foto 4). Este ponto é chamado foco principal imagem e é indicado por F’.

Foto 3
Foto 4

Nas fotos 5 e 6 e os esquemas nos mostram que os raios de luz que emergem paralelamente ao eixo principal, incidem passando por um ponto F do eixo principal, denominado foco principal objeto. O raio incidente passa efetivamente nas lentes convergentes e por prolongamentos nas lentes divergentes.

Foto 5
Foto 6

Duas outras lentes completam o conjunto de lentes esféricas: a lente côncavo- convexa (de bordas finas) e a convexo-côncava (de bordas espessas).


Vimos que no caso mais comum (n2 > n1), as lentes de bordas finas são convergentes e as lentes de bordas espessas são divergentes.

Se  n2 < n1 os comportamentos ópticos das lentes se invertem, isto é, as lentes de bordas finas passam a ser divergentes e as de bordas espessas, convergentes.

As seis lentes apresentadas podem ter espessura bem menor do que os raios de curvaturas de suas faces. Neste caso, elas são chamadas lentes delgadas. Observe na figura a representação das lentes delgadas e cinco pontos importantes: os focos principais objeto e imagem (F e F’), cujas distâncias à lente são iguais a f, chamada distância focal; os pontos A e A’ denominados pontos anti-principais objeto e imagem, respectivamente. Eles estão situados a uma distância 2f da lente; do ponto O que é o centro óptico da lente.



No esquema abaixo realçamos os dois raios notáveis que incidem na lente delgada: um deles é paralelo ao eixo principal e emerge numa direção que passa pelo foco principal imagem F’ e o outro que incide numa direção que passa pelo foco principal F e emerge paralelamente ao eixo principal.


Convém destacar mais um raio notável: o que incide na lente passando pelo centro óptico O. Ele atravessa a lente sem sofrer desvio.


Animação
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Exercícios básicos
 

Exercício 1:
Dispõem–se de duas lentes esféricas, uma biconvexa e outra bicôncava. Elas são de vidro (n2 = 1,5) e estão imersas no ar (n1 = 1). No que diz respeito a seus comportamentos ópticos, estas lentes são, respectivamente ___________________ e __________________. A seguir, as lentes são imersas num líquido de índice de refração nL = 1,6. Seus comportamentos ópticos se alteram. Elas passam a ser, respectivamente, _______________ e ____________________.
Quais são as palavras que preenchem as lacunas acima?

Resolução: clique aqui

Exercício 2:
São divergentes as lentes de vidro imersas no ar:
a) Plano–convexa e plano-côncava
b) Biconvexa e bicôncava
c) Plano-côncava e convexo-côncava
d) Plano-convexa e bicôncava

Resolução: clique aqui

Exercício 3:
Dos quatro esquemas apresentados indique os corretos.


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Exercício 4:
Pretende-se acender um palito de fósforo com uma lente, utilizando raios solares. Que tipo de lente de vidro deve ser utilizada, de bordas finas ou bordas espessas? Em que ponto deve ser colocada a ponta do palito?

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Exercício 5:
São dadas duas associações de lentes, com mesmo eixo principal. Um feixe de raios paralelos incide na lente L1 e emerge pela lente L2. Determine a distância d entre as lentes. Na situação (a) L1 e L2 têm a mesma distância focal f = 10 cm. Na situação (b) as distâncias focais de L1 e L2 são, respectivamente, 10 cm e 6 cm.


Resolução:  clique aqui

Exercícios de Revisão

Revisão/Ex 1:
(UEL-PR)
O perfil de uma lente delgada, de índice de refração n, em relação à água está esquematizado abaixo.




R1 e R2 são os raios de curvatura de cada uma de suas faces. Se R2 > R1 , esta lente quando mergulhada em água será:

a) divergente se n > 1
b) divergente se n = 1
c) convergente se n = 1
d) convergente se n > 1
e) divergente se n < 1


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Revisão/Ex 2:
(UFMG)
Na figura está representado o perfil de três lentes de vidro. Rafael quer usar essas lentes para queimar uma folha de papel com a luz do Sol. Para isso, ele pode usar apenas:




a) a lente I.
b) a lente II.
c) as lentes I e III.
d) as lentes II e III.


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Revisão/Ex 3:
(PUC-RS)
Quando um raio de luz monocromática passa obliquamente pela superfície de separação de um meio para outro mais refringente, o raio aproxima-se da normal à superfície. Por essa razão, uma lente pode ser convergente ou divergente, dependendo do índice de refração do meio em que se encontra.


As figuras 1 e 2 representam lentes com índice de refração n1 imersas em meios de índice de refração n2, sendo N a normal à superfície curva das lentes.


Considerando essas informações, conclui-se que:

a) a lente 1 é convergente se
n2 < n1.
b) a lente 1 é convergente se
n2 > n1.
c) a lente 2 é divergente se
n2 > n1.
d) a lente 2 é convergente se
n2 < n1.
e) as lentes 1 e 2 são convergentes se
n1 = n2.

Resolução: clique aqui
 
Revisão/Ex 4:
(Mackenzie-SP)
Na produção de um bloco de vidro flint, de índice de refração absoluto 1,7, ocorreu a formação de uma "bolha" de ar (índice de refração absoluto 1,0), com o formato de uma lente esférica biconvexa. Um feixe luminoso monocromático, paralelo, incide perpendicularmente à face A do bloco, conforme a figura a segiuir, e, após passar pelo bloco e pela bolha, emerge pela face B.



A figura que melhor representa o fenômeno é:




 
Resolução: clique aqui

Revisão/Ex 5:
(Fuvest-SP)
Um sistema de duas lentes, sendo uma convergente e outra divergente, ambas com distâncias focais iguais a 8 cm, é montado para projetar círculos luminosos sobre um anteparo. O diâmetro desses círculos pode ser alterado, variando-se a posição das lentes.



 
Em uma dessas montagens, um feixe de luz, inicialmente de raios paralelos e 4 cm de diâmetro, incide sobre a lente convergente, separada da divergente por 8 cm, atingindo inicialmente o anteparo, 8 cm adiante da divergente. Nessa montagem específica, o círculo luminoso formado no anteparo é melhor representado por

                        a)      b)         c)              d)                    e) 

 


 
Resolução: clique aqui
b
Desafio:
 

a) Um raio de luz incide numa lente delgada convergente, paralelamente ao eixo principal. Na figura representamos os raios incidente e emergente. Qual é a distância focal da lente? Qual é o nome que se dá ao ponto onde o raio emergente intercepta o eixo principal?


b) Substitui-se a lente convergente por outra divergente, de mesma distância focal, em módulo. Refaça a figura dada abaixo e indique os pontos A e A’ (pontos anti principais objeto e imagem), F e F’ (focos principais objeto e imagem) e O (centro óptico da lente). A seguir, trace o raio de luz que emerge da lente, correspondente ao raio de luz que incide paralelamente ao eixo principal e que é indicado no esquema.




A resolução será publicada na próxima terça-feira

Resolução do desafio anterior:

Dois blocos de vidro A e B estão empilhados sobre uma mesa horizontal. Um objeto puntiforme P encontra-se na superfície inferior do bloco de vidro B, de espessura 15xcm. O bloco A tem 6,0 cm de espessura. Os índices de refração absolutos do ar, de B e de A, são respectivamente, 1,0, 1,5 e 1,8. Um observador olha aproximadamente na direção perpendicular à base do bloco B, passando por P. A que distância da superfície do bloco A, em contato com o ar, o observador vê a imagem de P?



Resolução:
 


Dioptro B/A

n/p = n'/p'
1,5/15 = 1,8/p'
p' = 18 cm
  
Dioptro A/ar

n/p = n'/p'

1,8/(18+6,0) = 1,0/p'
1,8/24 = 1/p'
1,8p' = 24
p' = 24/1,8 = 40/3 cm ≅ 13,3 cm