segunda-feira, 22 de maio de 2017

Cursos do Blog - Mecânica


16ª aula
Lançamento horizontal

Borges e Nicolau

Considere um móvel P lançado horizontalmente nas proximidades da superfície terrestre. Vamos desprezar a resistência do ar. O movimento de P pode ser considerado como a composição de dois movimentos, um horizontal (Px) e outro vertical (Py).

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Movimento vertical: Queda livre
y = g.t2/2
vy = g.t2
x
Movimento horizontal: Uniforme com velocidade v0
x = v0.t2
x
Cálculo do tempo de queda tq:
t2= tq quando y = h => h = g.(tq)2/2 => tq = (2.h/g)
x
Cálculo do alcance D:
X = D quando t2= tq => D = v0.tq


Exercícios básicos

Exercício 1:
Uma bolinha é lançada horizontalmente com velocidade v0 = 8 m/s, de um local situado a uma altura h = 20 m do solo. 


Determine:
a) o intervalo de tempo decorrido desde o lançamento até a bolinha atingir o solo (tempo de queda);
b) a distância D entre o ponto em que a bolinha atinge o solo e a vertical de lançamento (alcance);
c) As componentes
vx e vy da velocidade da bolinha no instante em que atinge o solo e o módulo v da velocidade resultante.
Despreze a resistência do ar e considere g = 10 m/s2.


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Exercício 2:
Uma pedrinha A é abandonada (v0A = 0) de um ponto situado a uma altura h do solo. No mesmo instante, outra pedrinha B é lançada horizontalmente , da mesma altura h e com velocidade v0B. Sejam TA e TB os instantes em que as pedrinhas atingem o solo e vA e vB os módulos de suas velocidades, nestes instantes. Despreze a resistência do ar e considere g constante.


Pode-se afirmar que:
A)
TA = TB e vA = vB
B)
TA > TB e vA > vB
C)
TA < TB e vA < vB
D)
TA = TB e vA < vB
E)
TA = TB e vA > vB

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Exercício 3:


De uma janela situada a uma altura h = 7,2 m do solo, Pedrinho lança horizontalmente uma bolinha de tênis com velocidade
v0 = 5 m/s. A bolinha atinge uma parede situada em frente à janela e a uma distância
D = 5 m. Determine a altura H do ponto onde a bolinha colide com a parede. Despreze a resistência do ar e considere g = 10 m/s2.

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Exercício 4:
Uma pequena esfera é lançada horizontalmente do ponto O, passando pelo ponto A 1 s após o lançamento (t = 1 s). Considere a aceleração da gravidade constante e despreze os atritos. Entre os pontos indicados, quais deles representam a posição da esfera no instante
t = 2 s?



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Exercício 5:
Um avião voa horizontalmente com velocidade constante e igual a 50 m/s e a 320 m de altura do solo plano e horizontal. Num determinado instante o avião solta um fardo de alimentos que atinge o solo num determinado local. Determine a distância entre o ponto onde o fardo atinge o solo  e a reta vertical que contém o ponto de onde o avião soltou o fardo. Despreze a resistência do ar e considere g = 10 m/s2.

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Exercícios de revisão

Revisão/Ex 1:
(Mackenzie-SP)
Do alto de um edifício, lança-se horizontalmente uma pequena esfera de chumbo com velocidade de 8 m/s. Essa esfera toca o solo horizontal a uma distância de 24 m da base do prédio, em relação à vertical que passa pelo ponto de lançamento. Adote: g = 10 m/s
2.
Desprezando a resistência do ar, a altura desse prédio é:

a) 45 m.
b) 40 m.
c) 35 m.
d) 30 m.
e) 20 m.


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Revisão/Ex 2:
(UEMA)
Imagine-se em um barranco de 5 m acima de um lago de 4 m de largura infestado de piranhas. Para você não ser devorado pelas piranhas, qual deve ser a velocidade horizontal necessária para pular o lago?
Dado: g = 10 m/
s2.

a) 4 m/s.
b) 2 m/s.
c) 5 m/s.
d) 3 m/s.
e) 6 m/s.


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Revisão/Ex 3:
(ITA-SP)
Uma bola é lançada horizontalmente do alto de um edifício, tocando o solo decorridos aproximadamente 2 s. Sendo de 2,5 m a altura de cada andar, o número de andares do edifício é:
Dado: g = 10 m/s
2.

a) 5.
b) 6.
c) 8.
d) 9.
e) indeterminado, pois a velocidade horizontal de arremesso da bola não foi fornecida.


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Revisão/Ex 4:
(UPE) 
Um naturalista, na selva tropical, deseja capturar um macaco de uma espécie em extinção, dispondo de uma arma carregada com um dardo tranquilizante. No momento em que ambos estão a 45 m acima do solo, cada um em uma árvore, o naturalista dispara o dardo. O macaco, astuto, na tentativa de escapar do tiro se solta da árvore. Se a distância entre as árvores é de 60 m, a velocidade mínima do dardo, para que o macaco seja atingido no instante em que chega ao solo, vale em m/s:

Adote g = 10 m/s
2.

A) 45      B) 60      C) 10      D) 20      E) 30


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Revisão/Ex 5:
(VUNESP)
Um avião leva pacotes de mantimentos para socorrer pessoas ilhadas por uma enchente, voando horizontalmente a 500 m de altura, com velocidade de módulo 360xkm/h. Desprezando-se a resistência do ar e admitindo-se g = 10 m/
s2, determine:

a) a que distância da vertical que passa pelo avião, no instante em que são abandonados, os pacotes atingem o solo?
b) com que velocidade, em módulo, esses pacotes atingem o solo?


Resolução: clique aqui
f
Desafio: 

Um projétil é lançado horizontalmente com velocidade v0 = 40 m/s de um local situado a 180 m do solo, suposto horizontal. Considere g = 10 m/s2 e despreze a ação do ar. 


a) Determine  o tempo de queda
tq e a que distância d da vertical de lançamento o projétil atinge o solo.
b) Determine a que altura do solo se encontra o projétil no instante t
q/2?
c) No instante
tq/2 quais são as componentes vx e vy da velocidade do projétil e qual é o módulo de sua velocidade v?

O resultado será publicado na próxima segunda-feira.
 
Resolução do desafio anterior: 

Um barco desloca-se num rio de margens paralelas, cuja correnteza tem velocidade constante V. A velocidade do barco, em relação às águas é de 5,0 m/s. O barco parte de A e atinge a margem oposta em B, conforme indica a figura abaixo.


O intervalo de tempo gasto na passagem de A para B é de 1min 40s. Qual é o valor de V?
 

vres = vrel + varr 
vres = vrel + v

Distância AD: AD =  vrel.Δt = 5,0m/s.100s = 500 m
Distância CD: CD2 = (500)2 - (300)2 = (400)2 => CD = 400 m
Distância BD: CD2- CB = 400m - 200m = 200 m

Semelhança dos triângulos: AB'D' e ABD

v/BD = vrel/AD
v/200 = 5,0/500
v = 2,0 m/s

Resposta: 2,0 m/s 

domingo, 21 de maio de 2017

Arte do Blog


Henry Moore

Henry Moore nasceu em 30 de julho de 1898, em Castleford, no condado de Yokshire. Em 1919 matricula-se na Leeds School of Art, onde estuda até 1920. No ano seguinte recebe uma bolsa de estudos para o curso de escultura no Royal College of Art, em Londres. Passa então a frequentar o British Museum e em 1922 interessa-se pelo entalhe e faz suas primeiras esculturas.
 

Figura central na história da escultura moderna, Henry Moore foi classificado por alguns como último dos antigos e por outros como o primeiro dos novos. Atravessou o século XX fazendo a ligação entre o rural e o urbano, o figurativo e o abstrato, o orgânico e o manufaturado. Seu trabalho foi sempre humano na escala, ainda que monumental no tamanho. Moore agradou o público do mundo inteiro.


No começo de sua carreira, Moore trabalhou principalmente com entalhes, tanto em madeira como em pedra, para os quais desenhava esboços em papel. Para o artista, a necessidade de envolver-se diretamente com a madeira ou a pedra, respeitando o caráter particular de cada material em vez de tentar faze-lo parecer outra coisa, era de extrema importância. Em 1934 ele escreveu que “O material participa da formação de uma idéia apenas e tão-somente quando o escultor trabalha em contato direto e se relaciona ativamente com ele. A pedra, por exemplo, que é dura e concentrada, não deve ser modificada para ganhar aspecto de pele macia – não deve ser forçada, para além da sua estrutura, até um ponto de fraqueza. Ela deve conservar sua ‘pedritude’, sólida e tensa”.


Quando, por volta de 1935, suas obras começaram a se tornar cada vez maiores, Moore passou a fazer estudos pequenos, preliminares, em três dimensões: as maquetes.
No pós-guerra, as maquetes passaram a ser utilizadas como modelos também para os grandes bronzes. Nessa época Moore deixou de fazer desenhos preparatórios para suas esculturas, embora as peças tridimensionais e a produção em papel tenham muitos elementos em comum.



O entusiasmo pelo trabalho de Moore segue inabalável em todo o mundo – um interesse que, na verdade, parece ter aumentado nos anos posteriores à sua morte, aos 88 anos, em 31 de agosto de 1986, em Perry Green, no condado de Hertfordshire. A razão disso é avaliar. Provavelmente tem algo a ver com a universalidade de seu imaginário e com o seu foco na síntese  das formas humanas da natureza.

Saiba mais aqui e aqui

sábado, 20 de maio de 2017

Especial de Sábado

Ganhadores do Premio Nobel de Física

Borges e Nicolau
x
2005
Roy J. Glauber - por sua contribuição à teoria quântica da coerência óptica.
John L. Hall e Theodor W. Hänsch - por suas contribuições ao desenvolvimento da espectroscopia de precisão a laser, incluindo a técnica de pente de freqüência óptica.


Roy J. Glauber (1925), John L. Hall (1934), físicos estadunidenses e 
Theodor W. Hänsch (1941), físico alemão
 x
Notícia de 04 de outubro de 2005
Nobel premia físicos por estudos sobre a luz


A Fundação Nobel anunciou que três físicos, dois americanos e um alemão, irão receber o Prêmio Nobel de Física de 2005 por seus trabalhos no campo da óptica, que permitiram a realização de medições extremamente exatas de tempo e distância.

Os americanos Roy Glauber e John Hall e o alemão Theodor Hänsch fizeram descobertas que permitiram o desenvolvimento de um sistema que usa lasers para determinar freqüências com absoluta precisão.
Os três físicos explicaram a diferença entre a luz de velas e a dos raios a laser num leitor de CDs e também por que a luz é capaz de medir o tempo de forma mais exata do que um relógio atômico.
Glauber, da Universidade de Harvard, tem 80 anos e ganhou a metade do prêmio de 10 milhões de coroas suecas (o equivalente a cerca de R$ 2,8 milhões). A outra metade foi para Hall e Hänsch, do Instituto Max Planck, da Alemanha.

GPS e telecomunicações
 


Glauber estabeleceu a base da óptica quântica, em 1963. Segundo a Academia Real de Ciências da Suécia, o americano "conseguiu explicar as diferenças fundamentais entre as fontes quentes de luz, como as lâmpadas de luz, com uma combinação de freqüências e fases, e lasers que dão uma freqüência e uma fase específica".
Décadas depois disso, Hall e Hänsch complementaram e avançaram as pesquisas.
Hänsch, de 63 anos, utilizou vibrações a laser com a mesma distância uma da outra, "como os dentes de uma escova ou as marcações de uma régua", para determinar freqüências e Hall, de 71 anos, refinou essa técnica.
Segundo a citação da academia, o trabalho de ambos "permitiu com que as freqüências fossem medidas com a exatidão de 15 dígitos" para uso em relógios extremamente pontuais e na tecnologia GPS, que permite navegação por satélite.
Com a descoberta, a navegação com GPS tornou-se exata o suficiente para viagens no espaço e telescópios baseados fora da Terra, mas ela poderá ser utilizada também nas telecomunicações.
"No devido tempo, poderemos assistir a uma televisão holográfica tridimensional", afirmou Hänsch.
Ele se disse "totalmente feliz e atônito" por ter recebido o Nobel de Física deste ano, mas disse que não tinha tempo para comemorar porque tinha de embarcar da Alemanha para os Estados Unidos.
"Tem gente me esperando com champagne, mas não tenho tempo para festejar, porque tenho que pegar um avião para Nova York", disse.
(Original aqui)

Saiba mais aqui
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Próximo Sábado: Ganhadores do Premio Nobel de 2006: 
John C. Mather e George F. Smoot - pela descoberta do perfil de corpo negro e da anisotropia da radiação cósmica de fundo em microondas.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Caiu no vestibular

Hoje apresentamos as questões discursivas da prova da Primeira Fase de 2016 da OBC (Olimpíada Brasileira de Ciências) antiga IJSO (International Junior Science Olympiad). Esta prova é um treino interessante para os alunos que vão fazer a OBC 2017, assim como para os estudantes do Ensino Médio, de um modo geral. Na próxima semana apresentaremos a resolução das questões. Boa prova.

Borges e Nicolau

Exercício 1:

Duas pessoas, A e B, de mesma massa mA = mB = 50 kg, caminham em ruas perpendiculares, com velocidades constantes VA e VB respectivamente.



A quantidade de movimento Q total do sistema formado pelas duas pessoas tem módulo 100 kg.(m/s). Os vetores Q e VA formam um ângulo θ
tal que
sen θ = 0,60 e cos θ = 0,80.
    
a) Determine o módulo VA da velocidade VA.
b) Determine o módulo VB da velocidade VB
c) Represente o vetor velocidade relativa Vrel(AB) da pessoa A em relação à pessoa B e calcule seu módulo.


Exercício 2:

Uma mistura de gelo e água a 0°C e sob pressão normal é colocada num recipiente de capacidade térmica desprezível e termicamente isolado. O sistema foi aquecido até a total fusão do gelo. O volume do conteúdo diminuiu de 1,0 cm3, a 0°C.

a) Explique a diminuição de volume da mistura.
b) Qual é a massa de gelo que sofre fusão?
c) Qual é a quantidade de calor que foi absorvida pela mistura gelo e água?


Dados:

Calor latente específico  de fusão do gelo: 80 cal/g
Densidade do gelo a 0°C: 0,90 g/cm3
Densidade da água  a 0°C: 1,0 g/cm3


Exercício 3:

Uma pessoa encontra-se a 50 cm de um espelho plano vertical, de modo a ver a imagem de um poste vertical AB de 2,0 m de altura e situado a 3,5 m do espelho. A pessoa tem 1,82 m de altura e a distância dos olhos O ao solo é de 1,76 m.

a) qual é a dimensão mínima vertical que o espelho deve ter para que a pessoa possa ver inteiramente a imagem do poste?
b) Nas condições do item a) determine a distância que a borda inferior do espelho deve ser mantida do solo.
c) Translada-se o espelho de 30 cm, afastando da pessoa, mantendo-o vertical. A pessoa permanece na mesma posição. Qual é a distância que separa a antiga da nova imagem do poste?


Exercício 4:

Frentes de onda passam de um meio 1 para outro meio 2, ambos homogêneos, conforme indica a figura. Sabe-se que α = 53° e β = 37°.


Dados: sen53° = 0,80; sen37° = 0,60 
A velocidade de propagação da onda no meio 2 tem módulo 60 m/s e a distância entre duas frentes de ondas sucessivas no meio 1 é de 4,0 cm


a) Represente o raio incidente R que passa pelo ponto P, o correspondente raio refratado R’, a reta normal N pelo ponto de incidência na superfície de separação S e os valores dos ângulos de incidência e de refração.
b) Qual é o módulo da  velocidade de propagação da onda no meio 1 e a distância entre duas frentes de ondas sucessivas no meio 2?
c) Determine a frequência da onda nos meios 1 e 2.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Cursos do Blog - Eletricidade

A capacitância do condutor de raio R1 é maior do que a de raio R2
 
15ª aula
Ligação entre dois condutores esféricos

Borges e Nicolau

Vamos estabelecer um contato direto, ou através de um fio, entre dois condutores esféricos de raios R1 e R2eletrizados com cargas elétricas Q1 e Q2 e potenciais elétricos V1 e V2 (V1 V2), respectivamente. Despreze a indução eletrostática de um condutor sobre o outro.

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Após o estabelecimento do equilíbrio eletrostático os condutores adquirem o mesmo potencial V e passam a ter novas cargas Q'1 e Q'2. Vamos 
determinar Q'1 e Q'2:

Q1 + Q2 = Q'1 + Q'2
Q1 + Q2 = C1.V + C2.V
V = (Q1 + Q2)/(C1 + C2)

Q'1 = C1.V  =>  Q'1 = C1.(Q1 + Q2)/(C1 + C2)  =>


Q'2 = C1.V  =>  Q'2 = C2.(Q1 + Q2)/(C1 + C2)  =>


Resumindo:

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Exercícios básicos
 
Exercício 1:
Tem-se dois condutores esféricos de mesmo raio (R1 = R2 = R). O primeiro está eletrizado com carga elétrica Q1 = 6,0 μC  e o segundo está neutro (Q2 = 0). Os condutores são colocados em contato. Determine as novas cargas elétricas dos condutores (Q'1 e Q'2), após o estabelecimento do equilíbrio eletrostático entre eles.
  

Resolução: clique aqui

Exercício 2:
Tem-se dois condutores esféricos de mesmo raio (R1 = R2 = R). O primeiro está eletrizado com carga elétrica Q1 = 6,0 μC e o segundo com carga elétrica  
Q2 = 4,0 μC. Os condutores são colocados em contato. Determine as novas cargas elétricas dos condutores (Q'1 e Q'2), após o estabelecimento do equilíbrio eletrostático entre eles. 

Resolução: clique aqui

Exercício 3:
Dois condutores esféricos, A e B, de raios R1 = R e R2 = 9R, estão eletrizados com cargas elétricas Q1 = 6,0 μC e Q2 = 4,0 μC, respectivamente. Os condutores são colocados em contato.
 

a) Determine as novas cargas elétricas dos condutores (Q'1 e Q'2), após o estabelecimento do equilíbrio eletrostático entre eles.
b) Houve passagem de elétrons de A para B ou de B para A?

 

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Exercício 4:
Dois condutores esféricos, A e B, de raios 10 cm e 30 cm estão eletrizados com cargas elétricas iguais a 7,0 μC e 5,0 μC, respectivamente.
É dado k0 = 9.109 N.m2/C2

a) Quais os potenciais elétricos dos condutores?
b) Coloca-se os condutores em contato. Quais são as novas cargas elétricas dos condutores, após o estabelecimento do equilíbrio eletrostático entre eles. 
c) Nas condições do item b, calcule o potencial elétrico comum aos condutores.
 

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Exercício 5:
Retome o exercício anterior e seja 1,6.10-19 C a carga elétrica do próton que em módulo é igual à do elétron. Assinale a afirmação correta:

I) Desde o estabelecimento do contato entre os condutores até atingir o equilíbrio eletrostático, ocorre a passagem de 2,5.1013 elétrons de A para B.
II) Desde o estabelecimento do contato entre os condutores até atingir o equilíbrio eletrostático, ocorre a passagem de 2,5.1
013 elétrons de B para A.
III) Desde o estabelecimento do contato entre os condutores até atingir o equilíbrio eletrostático, ocorre a passagem de 2,5.1
013 prótons de A para B.
IV) Desde o estabelecimento do contato entre os condutores até atingir o equilíbrio eletrostático, ocorre a passagem de 1,6.1
026 elétrons de B para A.

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Exercícios de revisão

Revisão/Ex 1:
(UFPB)
Considere que X, Y, W e Z são quatro esferas metálicas idênticas. A carga de X é 8Q e as outras três esferas são neutras. Fazemos três experimentos em sequência. Primeiro, fazemos a eletrização por contato de X com Y. Em seguida, fazemos a eletrização por contato de X com W. Por último, fazemos a eletrização por contato de X com Z. O que acontecerá após a terceira eletrização?

a) A soma de todas as cargas será 8Q.
b) A carga de X será igual a de Y, assim como a carga de W será igual a de Z.
c) Todas as cargas ficarão iguais.
d) Y e W terão a mesma carga.
e) A carga de X será o dobro da de Y, a carga de Y será o dobro da de W e a carga de W será o dobro da de Z.


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Revisão/Ex 2:
(UNICAMP)
Duas esferas condutoras A e B distantes possuem o mesmo raio R e estão carregadas com cargas
Qa = -q e Qb = +2q, respectivamente.
Uma terceira esfera condutora C, de mesmo raio R, porém descarregada, é trazida desde longe e é levada a tocar primeiramente a esfera A, depois a esfera B e em seguida é levada novamente para longe.

a) Qual é a diferença de potencial entre as esferas A e B antes da esfera C tocá-las? É dado
k0, constante eletrostática no vácuo.
b) Qual é a carga final da esfera C?


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Revisão/Ex 3:
(Olimpíada Paulista de Física)
Uma esfera metálica de raio
R1 = 5,0 cm está carregada com 4,0.10-3 C. Outra esfera metálica de raio R2 = 15,0 cm está inicialmente descarregada. Se as duas esferas são conectadas eletricamente, podemos afirmar que:

a) a carga total será igualmente distribuída entre as duas esferas.
b) a carga da esfera maior será 1,0.
10-3 C.
c) a carga da esfera menor será 2,0.
10-3 C.
d) a carga da esfera maior será 3,0.
10-3 C.
e) a carga da esfera menor será 3,0.
10-3 C.

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Revisão/Ex 4:
(ITA-SP)
Duas esferas metálicas, A e B, de raios R e 3R, respectivamente, são postas em contato. Inicialmente A possui carga elétrica positiva +2Q e B, carga -Q. Após atingir o equilíbrio eletrostático, as novas cargas de A e B passam a ser, respectivamente:

a) Q/2, Q/2.
b) 3Q/4, Q/4.
c) 3Q/2, Q/2.
d) Q/4, 3Q/4.
e) 4Q/3 e -Q/3.


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Revisão/Ex 5:
(ITA-SP)
Uma esfera metálica isolada, de raio
R1
= 10,0 cm, é carregada no vácuo até atingir o potencial V1 = 9,0 V. Em seguida, ela é posta em contato com outra esfera metálica isolada, de raio R2 = 5,0 cm, inicialmente neutra. Após atingido o equilíbrio, qual das alternativas abaixo melhor descreve a situação física?
Dado:
k0 = 9.109 N.m2/C2

a) A esfera maior terá uma carga de 0,66.10-10 C.
b) A esfera maior terá um potencial de 4,5 V.
c) A esfera menor terá uma carga de 0,66.1
0-10 C.
d) A esfera menor terá um potencial de 4,5 V.
e) A carga total é igualmente dividida entre as duas esferas.


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z
Desafio: 

São dadas três esferas metálicas. Isoladas, A, B e C, de raios R, R e 2R, respectivamente, com R = 30 cm. A esfera A está eletrizada com potencial elétrico de 3,0.103 V e B e C estão descarregadas. 
É dada a constante eletrostática do meio K0 = 9.109 N.m2/C2.

a) Determine a carga elétrica inicial Q de A.
b) Unem-se as esferas por meio de fios condutores de capacitâncias desprezíveis. Qual é o potencial elétrico de equilíbrio e quais as novas cargas elétricas Q
A, QB e QC, de A, B e C?
c) Sabe-se que ao se estabelecer a ligação entre os condutores ocorre, entre eles, uma transferência de elétrons. Analise entre quais condutores se deu esta passagem de elétrons e determine o número de elétrons que os condutores trocaram. É dada a carga elétrica do elétron, em valor absoluto: e = 1,6.10-19 C.

A resolução será publicada na próxima quarta-feira.

Resolução do desafio anterior:
 
Na superfície esférica de uma bolha de sabão de raio R = 20 cm, distribui-se uniformemente uma carga elétrica Q. A espessura da bolha é e tal 
que (R-e)3 = 7784 cm3. O potencial elétrico da distribuição esférica é de 45 V.
É dada a constante eletrostática do meio: K0=9.109 N.m2/C2. 

a) Qual é o valor de Q?
b) Qual é a capacitância da  bolha?
c) A bolha arrebenta e forma uma gota esférica única , que mantém , distribuída em sua superfície, a carga elétrica Q. Qual é o potencial elétrico desta gota?


a) 
V = K0.Q/R => 45 = 9.109.Q/0,20 => Q = 1,0.10-9 C

b) 

C = Q/V => C = 1,0.10-9/45 => C ≅ 2,2.10-11 F

c)
 
Cálculo do raio da gota Rg

Vamos igualar os volumes da bolha e da gota:

(4/3)πR3 - (4/3)π(R-e)3 = (4/3)πRg3
R3 - (R-e)3 = Rg3
(20)3 - 7784 = Rg3
8000 - 7784 = Rg3
216 = Rg3 => Rg3 = (6,0)3 Rg = 6,0 cm

Potencial elétrico da gota

V' = K0.Q/Rg
V' = 9.109.1,0.10-9/6,0.10-2
V' =  1,5.102 V