Postagem em destaque

Como funciona o Blog

Aqui no blog você tem todas as aulas que precisa para estudar Física para a sua escola e para os vestibulares. As aulas são divididas em trê...

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Cursos do Blog - Eletricidade

Esferinhas de isopor, em contato com a esfera eletrizada,
ficam carregadas com carga de mesmo sinal e se repelem
x
 13ª aula
Campo e potencial de um condutor esférico

Borges e Nicolau

Campo elétrico de um condutor esférico eletrizado com carga Q

Clique para ampliar

Ponto interno (Pint)


Ponto externo (Pext)

Calcula-se o campo num ponto externo como se a carga elétrica Q fosse puntiforme e estivesse localizada no centro O da esfera.


Ponto externo e infinitamente próximo da superfície (Ppróx)


Ponto da superfície (Psup)


Potencial elétrico de um condutor esférico eletrizado com carga Q

Pontos internos e superficiais


Ponto externo


Gráficos E x d e V x d

Clique para ampliar

Exercícios básicos

Exercício 1:
Tem-se uma esfera condutora eletrizada negativamente com carga elétrica Q. Considere os pontos O, A, B e C. Seja R o raio da esfera e k0 a constante eletrostática do meio.

Clique para ampliar

a) As cargas elétricas em excesso distribuem-se ao longo do volume da esfera.
b) A intensidade do campo elétrico no ponto O é nula e no ponto A é dada
por k0.IQI/(R/2)2.
c) Os potenciais elétricos em A e B são respectivamente iguais a k0.Q/R/2 e k0.Q/R.
d) A intensidade do campo elétrico e o potencial elétrico no ponto externo C são calculados como se a carga Q fosse puntiforme e estivesse concentrada no centro O da esfera.
e) A diferença de potencial entre os pontos O e A é igual a k0.Q/R.

Resolução: clique aqui

Exercício 2:
O gráfico abaixo representa a variação do potencial elétrico ao longo da semi-reta Ox, com origem no centro O da esfera metálica eletrizada com carga elétrica Q.

Clique para ampliar

Sendo k0 = 9.109 N.m2/C2, determine:

a) O valor da carga elétrica Q.
b) O potencial elétrico no ponto A situado a 10 cm da superfície da esfera.

Resolução: clique aqui

Exercício 3:
O gráfico abaixo representa a variação intensidade do campo elétrico ao longo da semi-reta Ox, com origem no centro O da esfera metálica eletrizada com carga elétrica Q. Seja A um ponto externo à esfera tal que a intensidade do campo em A seja igual à intensidade do campo num ponto da superfície. Determine, em função do raio R, a distância de A ao centro O.

Clique para ampliar

Resolução: clique aqui

Exercício 4:
Uma partícula de massa m, eletrizada com carga elétrica positiva q é lançada com velocidade v0 de um ponto A situado a uma distância 5R do centro O de uma esfera metálica eletrizada positivamente com carga elétrica Q.

Clique para ampliar

Prove que o valor de v0 para que a partícula atinja a esfera com velocidade nula é dada por:


k0 é a constante eletrostática do meio.
(Sugestão: aplique o Teorema da Energia Cinética)

Resolução: clique aqui
 
Exercício 5:
Duas superfície esféricas concêntricas estão eletrizadas com cargas elétricas +5.10-6xC e -5.10-6 C, conforme a figura. 
São dados R = 10 cm e  k0 = 9.109 N.m2/C2.  
Determine a intensidade do vetor campo elétrico resultante nos pontos O, A e B.

Clique para ampliar

(Sugestão: analise separadamente cada superfície esférica eletrizada e depois superponha os efeitos)

Resolução: clique aqui

Exercícios de revisão

Revisão/Ex 1:
(UEL-PR)
Considere uma esfera metálica eletrizada positivamente, no vácuo e distante de outros corpos. Nessas condições:

a) o campo elétrico é nulo no interior da esfera.
b) as cargas estão localizadas no centro da esfera.
c) o campo elétrico aumenta à medida que se afasta da esfera.
d) o potencial elétrico é nulo no interior da esfera.
e) o potencial elétrico aumenta à medida que se afasta da esfera.


Resolução: clique aqui

Revisão/Ex 2:
(UEM-PR)
Uma esfera metálica de raio R, isolada, está carregada com uma carga elétrica Q. Seja r a distância do centro da esfera a qualquer ponto dentro (r < R) ou fora (r > R) da esfera. Nessas condições, assinale o que for correto:

(01) A carga elétrica se distribui uniformemente em toda a massa da esfera.
(02) O campo elétrico e o potencial elétrico são constantes no interior da esfera.
(04) Para r > R, o campo elétrico é inversamente proporcional ao quadrado da distância e tem direção perpendicular à superfície da esfera.
(08) As equipotenciais associadas ao campo elétrico da esfera, para r > R, são superfícies esféricas concêntricas com a esfera e igualmente espaçadas.
(16) O potencial elétrico é uma grandeza escalar, enquanto o campo elétrico é uma grandeza vetorial.

Dê como resposta a soma dos números que precedem as afirmativas corretas.


Resolução: clique aqui

Revisão/Ex 3:
(Uesb-BA)
Considere um condutor esférico maciço eletrizado e os pontos 1, 2, 3 e 4, indicados no esquema a seguir. Dois desses pontos, em que o potencial eletrostático gerado pelo condutor assume o mesmo valor, são:



a) 1 e 2.
b) 1 e 3.
c) 2 e 3.
d) 2 e 4.
e) 3 e 4.


Resolução: clique aqui

Revisão/Ex 4:
(UEL-PR)
Um condutor esférico, de 20 cm de diâmetro, está uniformemente eletrizado com carga de 4,0
μC e em equilíbrio eletrostático. Em relação a um referencial no infinito, o potencial elétrico de um ponto P que está a 8,0 cm do centro do condutor vale, em volts:
Dado: constante eletrostática do meio =
9.109 N.m2/C2.
  
a) 3,6.1
05.
b) 9,0.1
04.
c) 4,5.1
04.
d) 3,6.1
04.
e) 4,5.1
03.

Resolução: clique aqui

Revisão/Ex 5:
(UFSC)
Assinale a(s) proposição(ões) correta(s):

(01) O campo elétrico, no interior de um condutor eletrizado em equilíbrio eletrostático, é nulo.
(02) O campo elétrico, no interior de um condutor eletrizado, é sempre diferente de zero, fazendo com que o excesso de carga se localize na superfície do condutor.
(04) Uma pessoa dentro de um carro está protegida de raios e descargas elétricas, porque uma estrutura metálica blinda o seu interior contra efeitos elétricos externos.
(08) Numa região pontiaguda de um condutor, há uma concentração de cargas elétricas maior do que numa região plana, por isso a intensidade do campo elétrico próximo às pontas do condutor é muito maior do que nas proximidades de regiões mais planas.
(16) Como a rigidez dielétrica do ar é 3.1
06 N/C, a carga máxima que podemos transferir a uma esfera de 30 cm de raio é 10 microcoulombs.
(32) Devido ao poder das pontas, a carga que podemos transferir a um corpo condutor pontiagudo é menor que a carga que podemos transferir para uma esfera condutora que tenha o mesmo volume.
(64) O potencial elétrico, no interior de um condutor carregado, é nulo.

Dê como resposta a soma dos números que precedem as afirmativas corretas.


Resolução: clique aqui
n
Desafio:

O potencial elétrico de uma esfera condutora, de raio R e eletrizada com carga elétrica Q, varia com a distância ao seu centro, segundo o gráfico abaixo. É dada a constante eletrostática do meio K
0 = 9.109 N.m2/C2.


Determine:


a) o raio R
b) a carga elétrica Q
c) a que distância do centro da esfera o potencial elétrico é igual a 60 V?
d) a intensidade do vetor campo elétrico num ponto externo à esfera e 

situado a 2,0 cm da superfície.

A resolução será publicada na próxima quarta-feira.

Resolução do desafio anterior:
 
O torniquete elétrico

É um aparelho constituído de braços metálicos terminados em pontas recurvadas, como indica a figura abaixo e que pode girar em torno de seu eixo.



Explique por que o aparelho gira ao ser eletrizado, ligando-o, por exemplo, a um gerador eletrostático de Van de Graaf? Qual é o sentido de rotação, em relação ao observador O?


O intenso campo elétrico que se estabelece nas vizinhanças das pontas, provoca a ionização do ar. Os íons de mesmo sinal que a ponta são repelidos por ela. Assim, cada ponta repele o ar ao seu redor. Pelo Princípio da Ação e Reação o ar repele a ponta e o torniquete gira em sentido oposto ao indicado pelas pontas, isto é, no caso ilustrado na figura em sentido anti-horário, em relação ao observador O.

terça-feira, 3 de maio de 2016

Cursos do Blog - Termologia, Óptica e Ondas


13ª aula
Estudo dos gases (I)

Borges e Nicolau

Gás ideal ou gás perfeito

No estudo do comportamento de um gás, consideramos o seguinte modelo:

• as moléculas do gás movimentam-se caoticamente;

• os choques entre as moléculas e contra as paredes do recipiente são perfeitamente elásticos;

• as moléculas não exercem forças entre si, exceto quando colidem;

• as moléculas apresentam volume próprio desprezível em comparação com o volume ocupado pelo gás.

O gás que obedece a este modelo é chamado gás perfeito ou gás ideal.

Um gás real submetido a altas temperaturas e baixas pressões apresenta um comportamento que se aproxima ao de um gás ideal.

Variáveis de estado

São as grandezas que caracterizam o estado de uma dada massa de gás perfeito:

Volume (V): o volume de um gás perfeito é o volume do recipiente que o contém.
Unidades: m3, litro (L), cm3.
Relações: 1 m3 = 1000 L, 1 m3 = 106 cm3, 1 L = 1000 cm3.

Pressão (p): a pressão de um gás perfeito resulta do choque de suas moléculas contra as paredes do recipiente que o contém. Sendo F a intensidade da força resultante que as moléculas exercem numa parede de área A, a pressão p é a grandeza escalar p = F/A.
Unidades: 1 pascal (Pa) = 1N/m2, atmosfera (atm); mmHg.
Relações: 1 atm = 105 Pa; 1 atm = 760 mmHg.

Temperatura (T): É a grandeza que mede o estado de agitação das moléculas do gás. No estudo dos gases utiliza-se a temperatura absoluta kelvin (K).

Transformações particulares

a) Isobárica: pressão p constante

Variam durante a transformação: o volume V e a temperatura T.

• Lei de Charles e Gay-Lussac da transformação isobárica:

Numa transformação isobárica, de uma determinada massa gasosa, o volume V e a temperatura T são diretamente proporcionais.

V = K.T ou V/T = K (constante)

• Mudança do estado V1, p e T1 para V2, p e T2

V1/T1 = V2/T2

• Gráfico V x T

Clique para ampliar

b) Isocórica: volume V constante.

Variam durante a transformação: a pressão p e a temperatura T.

• Lei de Charles e Gay-Lussac da transformação isocórica:

Numa transformação isocórica de uma determinada massa gasosa, a pressão p e a temperatura T são diretamente proporcionais.

p = K.T ou p/T = K (constante)

• Mudança do estado V, p1 e T1 para V, p2 e T2

p1/T1 = p2/T2

• Gráfico p x T

Clique para ampliar

c) Isotérmica: temperatura T constante

Variam durante a transformação: a pressão p e o volume V

• Lei de Boyle - Mariotte

Numa transformação isotérmica, de uma determinada massa gasosa, a pressão p e o volume V são inversamente proporcionais.

p = K/V ou p.V = K (constante)

• Mudança do estado V1, p1 e T para V2, p2, T

p1.V1 = p2.V2

• Gráfico p x V (hipérbole equilátera)

Clique para ampliar

Exercícios básicos

Exercício 1:
Um gás perfeito sofre uma transformação isobárica e seu volume varia de V1 para V2 enquanto que sua temperatura varia de T1 para T2. Relacione as grandezas V1, V2, T1 e T2.

Resolução: clique aqui

Exercício 2:
Um gás perfeito sofre uma transformação isocórica e sua pressão varia de p1 para p2 enquanto que sua temperatura varia de T1 para T2. Relacione as grandezas p1, p2, T1 e T2.

Resolução: clique aqui

Exercício 3:
Um gás perfeito sofre uma transformação isotérmica e sua pressão varia de p1 para p2 enquanto que seu volume varia de V1 para V2. Relacione as grandezas p1, p2, V1 e V2.

Resolução:  clique aqui
x
Exercício 4:
O gráfico representa uma transformação AB sofrida por um gás perfeito.

Clique para ampliar

a) Qual é o tipo de transformação que o gás está sofrendo?
b) Determine a temperatura TB.
 
Resolução: clique aqui  

Exercício 5:
O gráfico representa uma transformação AB sofrida por um gás perfeito.

Clique para ampliar

a) Qual é o tipo de transformação que o gás está sofrendo?
b) Determine a pressão pB.

Resolução: clique aqui  

Exercício 6:
O gráfico representa uma transformação AB sofrida por um gás perfeito.

Clique para ampliar

a) Qual é o tipo de transformação que o gás está sofrendo?
b) Determine a pressão pA

Resolução: clique aqui

Exercício 7:
Um gás perfeito sofre uma transformação cíclica ABCA, indicada no diagrama p x V.

Clique para ampliar

Classifique o tipo de transformação sofrida pelo gás nas etapas:

a) A para B
b) B para C
c) C para A

Resolução: clique aqui

Exercícios de revisão

Revisão/Ex 1:
(UFF-RJ)
Uma quantidade de um gás ideal é colocada em um recipiente de vidro hermeticamente fechado e exposto ao sol por um certo tempo. Desprezando-se a dilatação do recipiente, assinale a alternativa que representa corretamente, de forma esquemática, os estados inicial (i) e final (f) do gás em um diagrama PxT (Pressão x Temperatura).



Resolução: clique aqui

Revisão/Ex 2:
(UFU-MG)
Um gás ideal encontra-se inicialmente a uma temperatura de 150 °C e a uma pressão de 1,5 atmosferas. Mantendo-se a pressão constante, seu volume será dobrado se sua temperatura aumentar para, aproximadamente:

a) 75 °C         b) 450 °C          c) 300 °C          d) 846 °C          e) 573 °C


Resolução: clique aqui

Revisão/Ex 3:
(FURG-RS)
Uma certa quantidade de gás ideal, inicialmente a pressão
p0, volume V0 e temperatura T0, é submetida à seguinte sequência de transformações:

I. É aquecida a pressão constante até que sua temperatura atinja o valor 3
T0.
II. É resfriada a volume constante até que a temperatura atinja o valor inicial
T0.
III. É comprimida a temperatura constante até que atinja a pressão inicial
p0.

Ao final destes três processos, podemos afirmar que o volume final do gás será igual a:

a)
V0/9              b) V0/3             c) V0           d) 3V0              e) 9V0

Resolução: clique aqui

Revisão/Ex 4:
(FUVEST-SP)
Certa massa de gás ideal, inicialmente à pressão
P0, volume V0 e temperatura T0, é submetida à seguinte sequência de transformações:

1. É aquecida à pressão constante até que a temperatuta atinja o valor 2
T0.
2. É resfriada a volume constante até que a temperatura atinja o valor inicial
T0.
3. É comprimida à temperatura constante até que atinja a pressão inicial
P0.

a) Calcule os valores da pressão, temperatura e volume final de cada transformação.
b) Represente as transormações num diagrama pressão x volume.


Resolução: clique aqui

Revisão/Ex 5:
(UNIMONTES-MG)
A figura representa uma isoterma correspondente à transformação de um gás ideal.



Os valores dos volumes V1 e V2 são, respectivamente,
A) 4L e 9L
B) 4L e 8L
C) 3L e 9L
D) 3L e 6L


Resolução: clique aqui
b
Desafio:

Um cilindro contém um gás aprisionado por um êmbolo. O peso do êmbolo é de 2,0.102 N e a área da seção reta do cilindro é de 1,0.1
0-2 m2. A pressão atmosférica é igual a 1,0.105 N/m2.

Seja h a altura ocupada pelo gás na situação indicada na figura 1.



Inverte-se a posição do cilindro e o gás passa a ocupar a altura H (figura 2).


Considerando-se a inexistência de atrito entre o pistão e o cilindro e supondo a temperatura constante, determine a razão H/h.


A resolução será publicada na próxima terça-feira.

Resolução do desafio anterior 

Mede-se a temperatura da água de uma piscina e encontra-se, para todos os pontos, um valor θ1. Num outro dia, de muito calor, é refeita a medida da temperatura dos pontos da água e encontra-se o valor θ2 com θ2 > θ1.

Explique qual o principal processo (ou processos) em que o calor foi transferido do ambiente para a água da piscina e da água da superfície para a água do fundo?


A água recebeu calor do ambiente principalmente por irradiação. O calor se transferiu para a água do fundo principalmente por convecção. O processo de condução, embora presente, é pouco acentuado, pois os meios envolvidos, ar e água, são isolantes térmicos.