segunda-feira, 22 de julho de 2019

Cursos do Blog - Mecânica

Volta às aulas

A partir do dia 29 de julho de 2019 voltaremos a publicar aulas do curso de Mecânica, que normalmente é ministrado no primeiro ano do ensino médio.
Acompanhe as aulas: leia a teoria, resolva os exercícios básicos e complete o estudo de cada aula resolvendo os exercícios de revisão. Depois tente resolver os desafios. Utilize nossos comentários e tire suas dúvidas.

Programação 2019 - 2º Semestre
 

30/12: Resolução do Simulado - Questões discursivas
23/12: Resolução do Simulado - Questões de múltipla escolha
16/12: Simulado
09/12: 39ª aula - Estática do corpo extenso
02/12: 38ª aula - 05/12 - Estática do ponto material
25/11: 37ª aula - 28/11 - Lei da Gravitação Universal
18/11: 36ª aula - Gravitação. Leis de Kepler
11/11: 35ª aula - Conservação da Quantidade de Movimento
04/11: 34ª aula - Teorema do Impulso
28/10: 33ª aula - 31/10 - Impulso e Quantidade de Movimento
21/10: 32ª aula - Energia potencial Gravitacional e Elástica. Energia Mecânica
14/10: 31ª aula - Energia Cinética. Teorema da Energia Cinética
07/10: 30ª aula - Trabalho de uma força qualquer. Trabalho da força elástica
30/09: 29ª aula - Trabalho de uma força constante. Trabalho do peso
23/09: 28ª aula - 26/09 - Aplicações
16/09: 27ª aula - 19/09 - Forças em trajetórias curvilíneas
09/09: 26ª aula - Atrito estático
02/09: 25ª aula - Atrito dinâmico
26/08: 24ª aula - Aplicando as Leis de Newton (II)
19/08: 23ª aula - Aplicando as Leis de Newton
12/08: 22ª aula - Terceira Lei de Newton 
05/08: 21ª aula - Segunda Lei de Newton. Peso de um corpo
29/07: 20ª aula - Primeira Lei de Newton

domingo, 21 de julho de 2019

Arte do Blog

The Beach at Sables d'Olonne

Albert Marquet

Albert Marquet foi um pintor fauvista francês, nascido em Bordéus, em 27 de Março de 1875. Com a idade de 15 anos mudou-se para Paris onde estudou na École des Beaux-Arts e conheceu Henri Matisse, em 1890. Matisse tornou-se um amigo para toda a vida; ambos os artistas foram aceitos na aula de pintura de Gustav Moreau, em 1897. Em 1900 eles trabalharam juntos na decoração do Grand Palais, na Exposição Mundial de Paris. As primeiras pinturas de Marquet deste período, com cores brilhantes, são fortemente influenciados pelos Fauvistas. 

  Les toits de Paris

Marquet participou de uma exposição coletiva com Matisse, Derain e Vlaminck no "Salon d'Automne", em 1905. No ano seguinte viajou pela França, Alemanha, Holanda, Norte da África, Rússia e Escandinávia. Entre 1940 e 1945, Albert Marquet viveu em Argel.

Sidi-Bou-Said

Ele só voltou a Paris permanentemente em 1945, dois anos antes de sua morte. Albert Marquet desenvolveu um estilo próprio que foi influenciado por suas impressões durante as muitas viagens. Esse estilo, com base no fauvismo, tem características que o assemelham ao impressionismo. 

Port of Hamburg

Durante a sua longa carreira artística, Marquet retornou várias vezes aos temas e movimentos que mais o marcavam, excetuando uma série de nus que concebeu entre 1910 e 1914. Isso aconteceu com o seu período realista que vingou durante os últimos anos da sua vida, mais precisamente, durante a época da Segunda Grande Guerra. 

Albert Marquet faleceu em Paris, em 1947

Notre Dame

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sábado, 20 de julho de 2019

Especial de Sábado

Olá pessoal. Com vocês a resolução desta interessante questão da Fuvest.


Salto em distância

(FUVEST)
Em uma competição de salto em distância, um atleta de 70 kg tem, imediatamente antes do salto, uma velocidade na direção horizontal de módulo 10 m/s. Ao saltar, o atleta usa seus músculos para empurrar o chão na direção vertical, produzindo uma energia de 500 J, sendo 70% desse valor na forma de energia cinética. Imediatamente após se separar do chão o módulo da velocidade do atleta é mais próximo de

a) 10,0 m/s    b) 10,5 m/s    c) 12,2 m/s    d) 13,2 m/s    e) 13,8 m/s


Resolução:

Cálculo da componente vertical da velocidade inicial do atleta:


Ec = m.(vy)2/2 => 0,70.500 = 70.(vy)2/2 => (vy)2 = 10 (m/s)2
 
A componente horizontal da velocidade inicial é: vx = 10 m/s

Imediatamente após se separar do chão o módulo da velocidade do atleta será:


v2(vx)2 + (vy)2 => v2 = 100+10 => v = √(110) => v 10,5 m/s
 
Resposta: b

sexta-feira, 19 de julho de 2019

Física Animada

Além da nossa expertise

Borges e Nicolau
Um problema no sistema de edição do Blogger impediu a postagem de hoje. Amanhã talvez consigamos. Esperamos que aconteça pois sem esperança a vida não faz sentido.

quinta-feira, 18 de julho de 2019

Caiu no vestibular

Olá pessoal. Hoje temos uma questão da Fuvest. A resolução será publicada no próximo sábado, dia 20.



Salto em distância

(FUVEST)
Em uma competição de salto em distância, um atleta de 70 kg tem, imediatamente antes do salto, uma velocidade na direção horizontal de módulo 10 m/s. Ao saltar, o atleta usa seus músculos para empurrar o chão na direção vertical, produzindo uma energia de 500 J, sendo 70% desse valor na forma de energia cinética. Imediatamente após se separar do chão o módulo da velocidade do atleta é mais próximo de

a) 10,0 m/s    b) 10,5 m/s    c) 12,2 m/s    d) 13,2 m/s    e) 13,8 m/s

quarta-feira, 17 de julho de 2019

Coletânea de exercícios

Hoje estamos publicando alguns exercícios escolhidos especialmente para você.

Exercícios básicos

Exercício 1:
Todas as ondas eletromagnéticas apresentam, no vácuo, iguais:


a) frequências
b) comprimentos de onda
c) amplitudes
d) velocidades
e) direções


Resolução:

Todas as ondas eletromagnéticas propagam-se, no vácuo, com a mesma velocidade.

Resposta: d

Exercício 2:
Certa radiação eletromagnética apresenta frequência igual a 3,0.1019 Hz. Determine o comprimento de onda dessa radiação quando se propaga no vácuo, com velocidade 3,0.108 m/s e num outro meio em que a velocidade vale
2,0.108 m/s. Expresse os resultados em metros e em ângstrons. 


Resolução:

c = λ.f => 3,0.108 = λ.3,0.1019 => λ = 1,0.10-11 m = 1,0.1021 Å
c = λ.f => 2,0.108 = λ.3,0.1019 => λ ≅ 6,7.10-12 m = 6,7.1022 Å

Exercício 3:
Coloque em ordem decrescente de frequência as seguintes radiações eletromagnéticas: raios gama, ondas de rádio, luz amarela, raios infravermelhos, raios X.


Resolução:

Na ordem decrescente de frequências temos as seguintes radiações eletromagnéticas: raios gama, raios X, luz amarela, raios infravermelhos, ondas de rádio.

Exercício 4:
Uma das diferenças básicas entre luz e som é que as ondas luminosas ao contrário das sonoras:

a) não se propagam no vácuo
b) não sofrem difração
c) não sofrem polarização
d) não se propagam nos meio materiais
e) não são longitudinais


Resolução:

As ondas luminosas podem ser polarizadas e, portanto, são ondas transversais.

Resposta: e

Exercício 5: 
O fato de ondas luminosas sofrerem polarização permite concluir que elas:

a) não se propagam no vácuo
b) são transversais
c) possuem grandes comprimentos de onda
d) são longitudinais
e) apresentam velocidades muito elevadas


Resolução:

As ondas luminosas podem ser polarizadas e, portanto, são ondas transversais.

Resposta: e

Exercício 6:
Sabe-se que a difração é dificilmente perceptível para as ondas luminosas. Esta ocorrência está diretamente relacionada com:


a) as baixas velocidade com que se propagam
b) os pequenos comprimentos de onda que apresentam
c) o fato de serem ondas do tipo transversal
d) o fato de serem ondas do tipo longitudinal
e) suas baixas frequências


Resolução:

O fenômeno da difração é nítido quando as dimensões da abertura ou do obstáculo forem da ordem do comprimento de onda da onda incidente. Como as ondas luminosas têm comprimento de onda muito pequeno, bem menor do que a do som, a difração do som é facilmente notada e a das ondas luminosas, dificilmente perceptível.

Resposta: b

Exercícios de revisão

Exercício 1:
(Fuvest-SP)
Radiações como Raios X, luz verde, luz ultravioleta, microondas ou ondas de rádio, são caracterizadas por seu comprimento de onda (λ) e por sua frequência (f). Quando essas radiações propagam-se no vácuo, todas apresentam o mesmo valor para:


a) λ           b) f           c) λ.f          d) λ/f           e) λ2/f

Resolução:
    
Todas as ondas eletromagnéticas propagam-se, no vácuo, com a mesma velocidade c. Sendo c = λ.f, decorre que sendo c constante, resulta λ.f constante.


Resposta: c       

Exercício 2:
(UNIRP)
Aponte o conjunto que está em ordem crescente de comprimento de onda:


a) vermelho, azul, verde
b) vermelho, violeta, azul
c) verde, azul, violeta
d) vermelho, laranja, amarelo
e) violeta, azul, verde


Resolução:

As principais cores que compõem a luz branca são: vermelho alaranjado, amarelo, verde, azul, anil e violeta. Nesta ordem, a frequência aumenta e o comprimento de onda diminui. Nestas condições, o conjunto que está em ordem crescente de comprimento de onda é: violeta, azul, verde.

Resposta: e

Exercício 3:
(Vunesp)
Cada figura seguinte representa, num dado instante, o valor (em escala arbitrária) do campo elétrico E associado a uma onda eletromagnética que se propaga no vácuo ao longo do eixo x, correspondente a uma determinada cor. As cores representadas são violeta, verde e laranja, não necessariamente nesta ordem. Sabe-se que a frequência da luz violeta é a mais alta dentre as três cores, enquanto a da luz laranja é a mais baixa.



 
Identifique a alternativa que associa corretamente, na ordem de cima para   baixo, cada cor com sua respectiva representação gráfica.


a) laranja, violeta, verde.  
b) violeta, verde, laranja.  
c) laranja, verde, violeta.
d) violeta, laranja, verde.
e) verde, laranja, violeta.


Resolução:

Vamos calcular as frequências das corres associadas aos três diagramas.


Diagrama 1:

λ = 6,0.10-7 m
c = λ.f => 3,0.108 = 6,0.10-7.f1 => f1 = 5,0.1014 Hz


Diagrama 2:

λ = 4,0.10-7 m
c= λ.f => 3,0.108 = 4,0.10-7.f2 => f2 = 7,5.1014 Hz


Diagrama 3:

λ = 5,0.10-7  m
c= λ.f => 3,0.108 = 5,0.10-7.f3 => f3 = 6,0.1014Hz


Assim, temos:


f1(laranja); f2(violeta); f3(verde)


Resposta: a


Exercício 4:
O fato de as ondas luminosas apresentarem pequeno comprimento de onda faz com que elas:

a) não sofram difração
b) não sofram polarização
c) sofram difração dificilmente perceptível
d) sofram polarização, ao contrário das ondas sonoras
e) propaguem-se no vácuo


Resolução:

O fenômeno da difração é nítido quando as dimensões da abertura ou do obstáculo forem da ordem do comprimento de onda da onda incidente. Como as ondas luminosas têm comprimento de onda muito pequeno, bem menor do que a do som, a difração do som é facilmente notada e a das ondas luminosas, dificilmente perceptível.

Resposta: c

terça-feira, 16 de julho de 2019

A Física explica


Ensinar Física para alunos do século XXI: como ensinar unidades e medidas. Meio metrinho ou meio metrão?

Professor Márcio Medina
Departamento de Física, Colégio Pedro II, Niterói, RJ, Brasil e Colégio QI, Unidade Botafogo, Rio de Janeiro, RJ, Brasil

Fonte: Revista "A física na Escola"

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segunda-feira, 15 de julho de 2019

Tirando dúvidas

Impulso - Quantidade de movimento

O estudante Henrique Calegari acompanha o Blog e teve dúvida no exercício abaixo:

Um objeto de massa igual a 100 g encontra-se inicialmente em repouso sobre uma superfície horizontal sem atrito. Entre os instantes t = 0,1 s e t = 0,5 s uma força horizontal, de módulo igual a 3 N, é aplicada no sentido positivo do eixo x, sobre o objeto. A partir do enunciado, assinale o que for correto.

Seguem-se algumas assertivas, mas a dúvida estava na primeira:

01) Para t = 5 s a velocidade do objeto é 12 m/s.

Dúvida: Na assertiva 01) só consigo achar 15 m/s, mas o correto é 12 m/s.

Resolvendo:

A força de 3 N atuou durante o intervalo de tempo 0,4 s (0,5s - 0,1s).

Podemos calcular o Impulso F.Δt => I = 3N.0,4s = 1,2 N.s.

Sabendo que o Impulso é igual à variação da quantidade de movimento, temos:

I = Qf - Qi => I = m.vf - m.vi => 1,2 = 0,1.v - 0,1.0 =>

v = 1,2/0,1 => v = 12 m/s

Leituras do Blog

Tensão superficial (II)

Borges e Nicolau

Ao colocarmos uma pequena colher de aço num recipiente com água ela afunda, pois a densidade do aço é maior do que a da água. Mas por que ao colocarmos horizontalmente, com cuidado, uma agulha de aço sobre a superfície da água, ela não afunda? A resposta é que a superfície da água comporta-se como uma membrana elástica em tensão que resiste a se romper.


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Este fenômeno é denominado tensão superficial e ocorre não só com a água, mas também com outros líquidos. A formação desta membrana explica por que a água fica acima da borda de um copo, sem derramar, quando está na iminência de transbordar.



Como se explica a formação desta membrana? Considere uma molécula A de água no interior e outra B, na superfície. A molécula interna A está em equilíbrio sob ação das forças de coesão exercidas pelas moléculas que a rodeiam. Já a molécula B está sujeita a forças de coesão por partes das moléculas superficiais e daquelas que estão abaixo. A resultante das forças de coesão que age em B esta orientada para baixo. Assim, a camada superficial funciona como uma membrana, comprimindo as moléculas de baixo.



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Devido a este fenômeno a área superficial de um líquido tende a tornar-se a menor possível. Por isso, na ausência de forças externas as gotas de um líquido tendem a assumir a forma esférica que é a de menor área para um dado volume. No interior das naves espaciais, devido a imponderabilidade, as gotas de qualquer líquido solto no ambiente, assumem a forma esférica.

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Os detergentes diminuem a tensão superficial da água, permitindo que ela penetre com maior facilidade em locais de difícil acesso como cantos e orifícios pequenos, o que auxilia na limpeza de utensílios. Uma agulha colocada na superfície da água e suportada pela tensão superficial afunda quando algumas gotas de detergente são despejadas no recipiente.

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domingo, 14 de julho de 2019

Arte do Blog

La Terrasse
d
Jean Puy

Jean Puy, nasceu em Roanne, na região do Loire, em 1876. Puy veio ao mundo no seio de uma família bem situada financeiramente. Teve uma infância confortável, própria da burguesia, que, na sociedade, se tornava cada vez mais influente. Foi um pintor fauvista, conhecido como um dos principais expoentes deste movimento artístico, surgido em 1905. Puy é igualmente lembrado como sendo um dos primeiros fauves, já que participou na escandalosa exposição no Salon d'Automne, junto a Henri Matisse, Henri Manguin, George Rouault e Derain.

  Barque verte

Com dezenove anos de idade ingressou na École des Beaux Arts, em Lyon, onde frequentou as aulas de desenho e pintura de Tony Toillet. Depois desse período de aprendizagem, partiu para Paris em busca de reconhecimento por parte da crítica de arte. Em Paris, Jean Puy conheceu pintores de fama emergente, que viriam, mais tarde, a influenciar a sua trajetória.

A Estudante

Passou então a reunir-se com Albert Marquet, Derain e Henri Matisse, que se tornaram, por sua vez, grandes amigos. Conheceu nessa época Henri Manguin, tendo concebido alguns trabalhos no estúdio do artista.
Em 1905 participou no evento que o marcaria para toda a vida: o Salon d'Automne. Ao redor de Matisse formou-se um grupo de pintores no qual se incluia Puy. Todos se haviam rendido àquela forma de pintura distorcida, dramática, e contraditória, à qual Vauxcelles deu o nome de fauvista.

 
Praia

Depois da arrebatadora exposição, parte à descoberta da Bretanha, onde permaneceu durante longos anos. Assim é frequente encontrar, na obra de Puy, o mar ou temas relativos ao mesmo. Foi na Bretanha que Puy adquiriu o seu primeiro barco. Anos depois iniciou uma grande rota de exposições internacionais, tendo exibido as suas pinturas em Londres (com Albert Marquet), em Torino, em Dallas, em Nova Deli, em Berlim, em Nova Iorque, em São Francisco, em Argel e em Toronto, não sendo menos importantes as exposições que também realizou em Paris.
 

Jean Puy faleceu em Roanne, no dia 6 de Março de 1960. 

Young Woman Reading Along The Odet

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sábado, 13 de julho de 2019

Especial de Sábado

Olá pessoal. Energia farta quando partículas e antipartículas se encontram. Confira a resolução.


As raras antipartículas...

(UFG-GO)
Antipartículas, raras na natureza, possuem carga elétrica oposta à de suas partículas correspondentes. Se encontrássemos uma fonte de antipartículas, poderíamos produzir uma grande quantidade de energia, permitindo que elas se aniquilassem com suas partículas. Dessa forma, calcule:


a) a quantidade de energia que seria liberada se 2,0 gramas de antimatéria fossem aniquiladas com 2,0 gramas de sua matéria (considere a velocidade da luz igual a 3,0.108 m/s);

b) por quanto tempo essa energia abasteceria uma cidade com um milhão de habitantes, considerando que uma pessoa consome, em média, 100 kWh por mês.

Resolução:

a) m = 2,0g + 2,0g = 4,0.10-3 kg

E = m.c2 = 4,0.10-3.(3,0.108)2 => E = 3,6.1014 J


b) Cálculo da Energia Elétrica consumida pela cidade em um mês:
 
E = 106.100kWh => E = 108 kWh = 108.103W.3600s => E = 3,6.1014 J


Com esta energia a cidade poderia ser abastecida em um mês.

sexta-feira, 12 de julho de 2019

quinta-feira, 11 de julho de 2019

Caiu no vestibular

Olá pessoal. Energia farta quando partículas e antipartículas se encontram. Resolva o exercício e confira a resposta no sábado, dia 13.



As raras antipartículas...

(UFG-GO)
Antipartículas, raras na natureza, possuem carga elétrica oposta à de suas partículas correspondentes. Se encontrássemos uma fonte de antipartículas, poderíamos produzir uma grande quantidade de energia, permitindo que elas se aniquilassem com suas partículas. Dessa forma, calcule:


a) a quantidade de energia que seria liberada se 2,0 gramas de antimatéria fossem aniquiladas com 2,0 gramas de sua matéria (considere a velocidade da luz igual a 3,0.108 m/s);

b) por quanto tempo essa energia abasteceria uma cidade com um milhão de habitantes, considerando que uma pessoa consome, em média, 100 kWh por mês.

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Leituras do Blog

A polarização da luz

Normalmente, uma fonte luminosa emite um tipo de radiação denominado luz natural, na qual as vibrações elétricas e magnéticas ocorrem nos mais diferentes planos, como se indica de forma esquemática na figura abaixo.



Existem certas substâncias que são polarizadoras, isto é, têm a propriedade de eliminar vários dos planos de vibração da luz natural, de modo que a luz que delas emerge é uma luz polarizada.


Vamos considerar o caso da polarização total, em que na luz emergente há apenas um plano de vibração das ondas, como representamos na figura a seguir.




Podemos, numa comparação bem simplificada, admitir que a substância polarizadora funciona como uma fenda que só deixa passar as ondas que vibram na sua direção. Essa ideia fica bem firmada pelo fato de que, colocando uma segunda substância polarizadora “cruzada” com a primeira (usando a analogia, é como se as fendas ficassem perpendiculares entre si), não emerge luz da segunda substância. Quer dizer, a luz que passou pela primeira “fenda” não consegue passar pela seguinte. A segunda substância, nesse caso, costuma ser chamada de
analisador, pois analisa se a luz que saiu da primeira estava ou não polarizada. A figura abaixo mostra esquematicamente essa ocorrência.




A luz refletida por placas de vidro e por superfícies líquidas apresenta-se normalmente polarizada. O uso de um analisador em máquinas fotográficas (filtro polaróide) e em óculos (película anti-reflexo) pode eliminar essa luz refletida, propiciando uma imagem mais nítida.


A difração da luz

Como vimos, a difração é um fenômeno ondulatório cuja ocorrência depende do comprimento de onda da radiação e das dimensões dos obstáculos ultrapassados. Para as ondas sonoras ele é percebido facilmente em situações do cotidiano, pois essas ondas têm normalmente comprimentos de onda elevados. Para as ondas luminosas, entretanto, é difícil percebê-lo, pois trata-se de ondas de comprimento de onda reduzido. Entretanto, quando os obstáculos têm dimensões da ordem de grandeza do comprimento de onda, a difração luminosa pode ser visualizada e mesmo fotografada.

terça-feira, 9 de julho de 2019

Leituras do Blog

As ondas eletromagnéticas

Características gerais das ondas eletromagnéticas


No século 19, o físico e matemático escocês James Clerk Maxwell (1831-1879) descobriu que cargas elétricas oscilantes originam as denominadas ondas eletromagnéticas. Isso acontece porque o campo elétrico   e o campo magnético   que essas cargas produzem são variáveis com o tempo e essa variação caracteriza uma perturbação se propaga pelo espaço, na forma de uma onda. É a onda eletromagnética.

A variação periódica do vetor campo elétrico E ocorre num plano perpendicular àquele em que ocorre a variação do vetor indução magnética B. Como essas vibrações acontecem em direções perpendiculares à direção de propagação, caracterizada na figura pelo raio de onda, concluímos que a onda eletromagnética é uma onda transversal.




Maxwell verificou também, em seus estudos, que a velocidade de propagação de uma onda eletromagnética no vácuo é a mesma da luz, isto é, 300.000 km/s, o que o levou a concluir que a luz é constituída por ondas eletromagnéticas. Hoje, sabe-se que o chamado espectro eletromagnético é constituído por vários tipos de radiações, mostradas no quadro seguinte, no qual são apresentados valores de frequência (em hertz) e de comprimento de onda no vácuo (em metros).





Obviamente, como se trata de ondas periódicas, valem para as ondas eletromagnéticas todas as características e definições já estudads, inclusive a fórmula que relaciona velocidade (v), comprimento de onda (λ) e frequência (f):


 
v = λ.f

As ondas luminosas


Nem todas as ondas eletromagnéticas são capazes de sensibilizar a retina de nossos olhos. As ondas com essa característica são denominadas ondas luminosas e constituem, dentro do espectro eletromagnético, o espectro visível, que também costuma ser chamado de luz visível.

 As ondas visíveis têm frequências compreendidas, aproximadamente, entre

3,8.1014 Hz e 8,3.1014 Hz. Considerando que a velocidade dessas ondas no vácuo é 3,0.108 m/s, obtém-se para os respectivos comprimentos de onda os valores aproximados 7,8.10-7 m (7.800 Å) e 3,6.10-7 m (3.600 Å). O espectro visível é usualmente dividido em sete faixas, apresentadas no quadro seguinte, com nomes que correspondem às conhecidas como sete cores do arco-íris:



As ondas luminosas, sendo transversais, podem sofrer o fenômeno da polarização, que não acontece com as ondas sonoras.

Amanhã descrevemos simplificadamente o fenômeno da polarização luminosa. 

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Leituras do Blog

Tensão superficial

Borges e Nicolau

Ao colocarmos uma pequena colher de aço num recipiente com água ela afunda, pois a densidade do aço é maior do que a da água. Mas por que ao colocarmos horizontalmente, com cuidado, uma agulha de aço sobre a superfície da água, ela não afunda? A resposta é que a superfície da água comporta-se como uma membrana elástica em tensão que resiste a se romper.

Este fenômeno é denominado tensão superficial e ocorre não só com a água, mas também com outros líquidos.



Como se explica a formação desta membrana? Considere uma molécula A de água no interior e outra B, na superfície. A molécula interna A está em equilíbrio sob ação das forças de coesão exercidas pelas moléculas que a rodeiam. Já a molécula B está sujeita a forças de coesão por partes das moléculas superficiais e daquelas que estão abaixo. A resultante das forças de coesão que age em B esta orientada para baixo. Assim, a camada superficial funciona como uma membrana, comprimindo as moléculas de baixo.


Devido a este fenômeno a área superficial de um líquido tende a tornar-se a menor possível. Por isso, na ausência de forças externas as gotas de um líquido tendem a assumir a forma esférica que é a de menor área para um dado volume. No interior das naves espaciais, devido a imponderabilidade, as gotas de qualquer líquido solto no ambiente, assumem a forma esférica.

Os detergentes diminuem a tensão superficial da água, permitindo que ela penetre com maior facilidade em locais de difícil acesso como cantos e orifícios pequenos, o que auxilia na limpeza de utensílios. Uma agulha colocada na superfície da água e suportada pela tensão superficial afunda quando algumas gotas de detergente são despejadas no recipiente.

Pense & Responda

Pontes de Hidrogênio
(UNESP)
As moléculas de água (H2O) são atraídas umas pelas outras em associação por pontes de hidrogênio. Essa característica da água é responsável pela existência da tensão superficial, que permite que sobre a superfície da água se forme uma fina camada, cuja pressão interna é capaz de sustentar certa intensidade de força por unidade de área e, por exemplo, sustentar um pequeno inseto em repouso. Sobre a superfície tranquila de um lago, um inseto era sustentado pela tensão superficial. Após o despejo de certa quantia de detergente no lago, a tensão superficial se alterou e o pobre inseto afundou, pois, com esse despejo,

a) a tensão superficial diminuiu e a força exercida pela água sobre o inseto diminuiu.

b) a tensão superficial aumentou e a força exercida pela água sobre o inseto aumentou.

c) a tensão superficial diminuiu e a força exercida pela água sobre o inseto aumentou.

d) a tensão superficial diminuiu e a força exercida pela água sobre o inseto permaneceu constante.

e) a tensão superficial aumentou e a força exercida pela água sobre o inseto permaneceu constante.

Resposta: a

Aço flutuante
(UFSM)
Uma agulha de aço colocada, cuidadosamente, sobre a superfície da água de um tanque flutuará, apesar de a densidade do aço ser 7,8 vezes maior do que a da água. Esse fato é explicado, utilizando-se o conceito de


a) empuxo.
b) tensão superficial.
c) capilaridade.
d) viscosidade.
e) pressão

Resposta: b

domingo, 7 de julho de 2019

Arte do Blog

Architectural form of future ideal landscape - 1921

Enrico Prampolini
  
Enrico Prampolini nasceu em Modena, Itália, em 1894. Estudou em Lucca e Turim e participou brevemente da Accademia di Belle Arti em Roma, estudando sob orientação de Duilio Cambellotti. Em 1912, ele se juntou ao estúdio de Giacomo Balla e tornou-se um membro de um coletivo de arte futurista, através do qual ele conheceu os líderes do movimento, incluindo Umberto Boccioni, Carlo Carrà e Gino Severini. Expôs com outros futuristas na Galleria Sprovieri em Roma, em Abril e Maio de 1914 e, logo depois, em Praga.

 Ritratto di Marinetti poeta del Golfo della Spezia - 1934

Sua pintura influenciada por Balla foi definida por ângulos agudos e um geometrismo duro que parecia articular as idéias tecno-anárquica de FT Marinetti. Em 1913 Prampolini escreveu o manifesto "Cromofonia: Il colore dei suoni" ("Chromophony: As cores dos Sons"), no qual ele adotou os principais dogmas de Vasily Kandinsky; em seguida, ele criticou esses princípios em "Pittura Pura" ("pintura pura") e "Un'arte nuova?

Guglielmo Marconi - 1939

Em um manifesto dedicado ao teatro, "Manifesto futurista della scenografia" ("Manifesto Futurista de Cenografia"), Prampolini incorporou idéias de Balla referentes ao dinamismo mecânico e à desmaterialização dos corpos através da luz em suas propostas de cenografia futurista. Fascinado com a possibilidade de utilização de meios técnicos para remover o limite entre observador e desempenho, Prampolini foi tão longe a ponto de dar ao movimento o papel principal, substituindo os atores humanos com gás colorido e ruídos explosivos.
 
Sirene - 1947
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Em 1925 ele fundou a companhia de dança Teatro della Pantomima Futurista (Teatro de Futurist Pantomine), provavelmente como resposta ao Ballets Russes de Sergei Diaghilev Ballet (russo) e Ballets Suédois de Rolf de Maré (Ballet sueco). Entre seus projetos de construção podemos citar os pavilhões de Turim (1928) e Milão (para a Trienal de Milão de 1933). Em 1934 fundou a revista de arquitetura Stile Futurista. Perto do fim da vida Prampolini expandiu-se em trabalhos decorativos, incluindo vitrais e mosaicos para o Museo nazionale delle Arti e tradizioni popolari, Roma, em 1940 e 1941, e para a Trienal de Milão, em 1954.

Enrico Prampolini morreu em 17 de junho de 1956, em Roma, Itália.

Apparizione cosmica II - 1955

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