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Aqui no blog você tem todas as aulas que precisa para estudar Física para a sua escola e para os vestibulares. As aulas são divididas em trê...

domingo, 25 de junho de 2017

Arte do Blog

Swimmers - 1910

Carlo Carrá
  
Carlo Carrá nasceu em 11 de fevereiro de 1881, em Quargnento, Itália. 
Nascido em uma família de artesãos, Carrá dedica-se em seus primeiros anos ao ofício de decorador mural. De 1906-1908 estuda com Cesare Tallone na Academia de Belas Artes de Brera. É nesse período que ele conhece um outro aluno da Academia que teria grande importância em sua vida: Umberto Boccioni.
 
  The Chase - 1932

Juntos, animados pelas idéias de Marinetti, elaboram em conjunto com Russolo, Balla e Severini o que seria considerado o marco de uma nova forma de expressão nas artes plásticas: "Pintura futurista: manifesto técnico", em 1910. A pintura de Carrá, nesta época, era muito marcada por um desdobramento do pontilhismo, que adquiria em suas mãos um dinamismo veloz que seria impensável em pintores como Seurat ou Signac. Sua interpretação pessoal dos conceitos futuristas de simultaneidade e dinamismo encontrará, nas telas de 1911 a 1913, recortes e rebatimentos de vários planos sobre vários eixos, mostrando que as viagens a Paris que realizou naqueles anos deixaram algumas marcas em sua perspectiva estética.
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Western Horseman - 1917

Em seu manifesto de 1913, "De Cézanne a nós, os futuristas", Carrá discorre sobre a complexidade desta relação: "Se acusamos os cubistas, como antes os impressionistas, de não criar obras, mas apenas fragmentos, é porque em seus quadros se sente a necessidade de um desenvolvimento ulterior e mais vasto. (...) Nossos quadros não são mais acidentais e transitórios, limitados a uma hora do dia, ou a um dia, ou a uma estação. Nós, futuristas, destruindo a unidade de tempo e lugar, trazemos à pintura uma integração de sensações que é a síntese do plástico universal". Em 1914 realiza algumas colagens e começa a se afastar do futurismo.
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Funeral of the Anarchist Galli – 1910-11 (detail)

Conhece de Chirico em 1917 e fica entusiasmado com as novas possibilidades que a pintura metafísica poderia lhe proporcionar, pela criação de uma atmosfera ao mesmo tempo mágica e estranha através de imagens misteriosas e desconexas. Neste mesmo ano vai para o exército do qual sairá em 1919. Nos anos 20 dá a última grande guinada de sua carreira retornando de maneira acentuada a um figurativismo marcado por uma relação orgânica com a realidade natural, que o acompanhará até o fim de seus dias, onde recuperam-se referências proibidas em sua época futurista: Giotto, Masaccio, Paolo Uccello, Piero della Francesca e por fim, Cézanne. Suas telas mostram uma busca renovada de elementos estruturadores associado a uma plasticidade dos corpos que buscam um equilíbrio da composição quase arquitetural. Esta solução desgasta-se com o passar do tempo mostrando o esgotamento de suas soluções pictóricas nas telas de sua produção final. O MAC possui quatro óleos do artista, de sua época pós-metafísica. Texto de Paulo Menezes.

Carlo Carrá morreu em 13 de abril de 1966, em Milão, Itália.

Interventionist Demonstration -1914

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sábado, 24 de junho de 2017

Especial de Sábado

Ganhadores do Premio Nobel de Física

Borges e Nicolau
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2010
Andre Geim e Konstantin Novoselov por experimentos inovadores com grafeno, material mais forte que diamante, condutor de calor e de grande flexibilidade quando misturado com plástico.

Andre Geim (1958) e  Konstantin Novoselov (1974), físicos russos


Prêmio Nobel de Física de 2010

Andre Geim e Konstantin Novoselov, ambos da Universidade de Manchester, no Reino Unido, dividiram o Prêmio Nobel de Física de 2010 pelos seus trabalhos com o grafeno. A premiação, de certa forma inesperada - o grafeno foi descoberto por eles em 2004 - mostra o reconhecimento do potencial desse novo material, que possui uma infinidade de usos possíveis, da eletrônica ao sequenciamento de DNA.


Konstantin Novoselov nasceu em 1974 em Nizhny Tagil, na Rússia. Ele foi aluno de doutorado de Andre Geim quando os dois moravam na Holanda.


Andre Geim nasceu em 1958, em Sochi, também na Rússia. Atualmente os dois trabalham na Universidade de Manchester.

Material revolucionário

O grafeno é uma estrutura plana composta unicamente por átomos de carbono. A melhor analogia para explicar sua aparência é a tradicional tela de galinheiro, onde cada "nó" da tela é um átomo de carbono.
Apesar de o carbono ser o mesmo material do carvão e do grafite dos lápis, na espessura atômica ele é transparente, o que está permitindo seu uso para telas e monitores inovadores. Ele é um excelente condutor elétrico e térmico e é altamente estável - O silício, o material com que são feitos os atuais transistores, oxida, se degrada e se torna instável quando é reduzido a dimensões 10 vezes maiores.
(Original aqui)

Saiba mais aqui

Próximo Sábado: Ganhadores do Premio Nobel de 2011: 
Saul Perlmutter, Brian P. Schmidt e Adam G. Riess por seus trabalhos sobre a expansão acelerada do Universo através da observação de estrelas supernovas distantes.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Nota de pesar

Faleceu hoje o professor Júlio Cesar Borella, formado em Física pela USP. Borella, como era conhecido, foi professor do Colégio e do Curso Objetivo e do Colégio Bandeirantes.

Física Animada

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Caiu no vestibular

Hoje apresentamos a resolução da questão da Faculdade de Medicina do Hospital Albert Einstein que envolve Física e Matemática.

Borges e Nicolau



Física & Matemática

O olho humano, responsável pela visão, pode distinguir cerca de 10 milhões de cores e é capaz de detectar um único fóton.

É um sistema óptico complexo, formado por vários meios transparentes, além de um sistema fisiológico com inúmeros componentes e todo o conjunto é chamado GLOBO OCULAR. Pela complexidade de se traçar os trajetos dos raios luminosos através desses diferentes meios, convencionou-se representar todos eles por uma única lente convergente biconvexa (o cristalino), de distância focal variável, essa representação é chamada de olho reduzido.

Chama-se Óptica da Visão o estudo das trajetórias dos raios luminosos, através do globo ocular, até a formação de imagens no cérebro. As pessoas que tem visão
considerada normal, emetropes, têm a capacidade de conjugar imagens nítidas para objetos situados em média a 25cm da lente (ponto próximo), por convenção, até distâncias no infinito visual (ponto remoto).




O cristalino é uma lente transparente e flexível, localizada atrás da pupila. Sua distância focal pode ser ajustada para focar objetos em diferentes distâncias, num mecanismo chamado acomodação.


A íris (na figura abaixo) é a área verde/cinza/marrom (castanha), medindo cerca de 12mm de diâmetro. As outras estruturas visíveis são a pupila (círculo preto no centro) e a esclera (parte branca do olho) ao redor da íris. A córnea está presente, mas não é possível vê-la na foto, por ser transparente. Teoricamente, poderíamos pensar no centro da pupila como sendo o centro da íris.



A pupila é um espaço vazio em forma circular, normalmente preto, definido pela margem interior da íris. Mede de 1,5mm de diâmetro com muita luz até 8mm de
diâmetro com pouca luz. Sua função é controlar a passagem de luz que chega até a retina. Quando o olho é exposto a níveis de iluminação muito elevados, a pupila se contrai (na verdade a íris dilata), efeito chamado de Pupillary Reflex.


a) Admita a íris da figura recebendo pouca luz. Qual a área da região colorida? (adote π = 3,1)

b) Chamamos de amplitude de acomodação visual a variação da vergência do cristalino de um olho, funcionando como uma lente, capaz de conjugar imagens nítidas para um objeto situado em seu ponto próximo e no seu ponto remoto. Determine, em metros, a distância do ponto próximo para uma pessoa que possua o ponto remoto normal e cuja amplitude de acomodação visual seja de 2,5 di.

Resolução:

a)

A área pedida é dada pela diferença de áreas abaixo:

A = (π/4).D2íris - (π/4).D2pupila
A = 3,1/4.[(12)2 - (8)2] (mm)2
da qual: A = 62 mm2


b)

(I) Olho acomodado para visualização de objetos no ponto remoto (“infinito”):


V1 = - 1/d

Em que V1 é a vergência do cristalino e d é a respectiva distância focal, que coincide com a distância cristalino-retina.

(II) Olho acomodado para visualização de objetos no ponto próximo:


Equação de Gauss: V2 = (1/x) + (1/d)


(III) A amplitude de acomodação A é calculada por:

A = V2 – V1 => A = (1/x) + (1/d) – (1/d)


A = 1/x

Em que x é a distância mínima de visão distinta.


Com A = 2,5 di, vem:


2,5 = 1/x => x = 0,40 m


Resposta:

a) 62 mm2
b) 0,40 m

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Fichas - Resumo de Eletricidade - 1° semestre


Processos de eletrização

Eletrização por atrito

Os corpos atritados adquirem cargas elétricas de mesmo valor absoluto e de sinais contrários.


Eletrização por contato

Os condutores adquirem cargas elétricas de mesmo sinal. Se os condutores tiverem mesma forma e mesmas dimensões, a carga final será igual para os dois e dada pela média aritmética das cargas iniciais.


Eletrização por Indução

Aproxima-se A de B


Liga-se B à Terra


Desliga-se B da Terra

  
Afasta-se A de B



Lei de Coulomb

k: constante eletrostática do meio onde estão as cargas.

No vácuo:




Campo Elétrico

 
A força elétrica que age na carga elétrica q colocada em P é dada pelo produto do valor da carga q pelo vetor campo elétrico E associado ao ponto P.



Se a carga q for positiva, Força e Campo têm o mesmo sentido.
Se a carga or é negativa, Força
e Campo têm sentidos opostos.
Força e Campo têm sempre a mesma direção.


Características do vetor campo elétrico gerado por uma carga elétrica puntiforme Q fixa


 
Se Q for positivo o vetor campo elétrico é de afastamento. Se Q for negativo, o vetor campo elétrico é de aproximação:



Campo elétrico gerado por várias cargas elétricas puntiformes




Linhas de força

São linhas tangentes ao vetor campo elétrico em cada um de seus pontos. São orientadas no sentido do vetor campo elétrico.



Linhas de força no campo elétrico gerado por uma carga puntiforme positiva:



Linhas de força no campo elétrico gerado por uma carga puntiforme negativa:



As linhas de força partem de cargas elétricas positivas e chegam em cargas elétricas negativas.

 
Linhas de força do campo gerado por duas cargas elétricas de mesmo módulo, ambas positivas e uma positiva e a outra negativa:



Campo elétrico uniforme

O vetor campo elétrico E é o mesmo em todos os pontos; as linhas de força são retas paralelas igualmente espaçadas e de mesmo sentido.




Trabalho da força elétrica

τAB = q.(VA - VB)

Energia potencial elétrica

 
Potencial elétrico no campo de várias cargas elétricas puntiformes




Propriedades do potencial elétrico

1. Cargas elétricas positivas abandonadas em repouso num campo eletrostático e sujeitas apenas à força eletrostática, deslocam-se, espontaneamente, para pontos de menor potencial.

2. Cargas elétricas negativas abandonadas em repouso num campo eletrostático e sujeitas apenas à força eletrostática, deslocam-se, espontaneamente, para pontos de maior potencial.

3. Percorrendo-se uma linha de força no seu sentido o potencial elétrico ao longo de seu pontos diminui.

4. Em todo movimento espontâneo de cargas elétricas num campo eletrostático a energia potencial elétrica diminui e a energia cinética aumenta.




Superfície equipotencial

Toda superfície cujos pontos apresentam o mesmo potencial elétrico.
As linhas de força são perpendiculares às superfícies equipotenciais.



Características do campo uniforme


Adicionar legenda


Propriedades dos condutores em equilíbrio eletrostático
  • O campo elétrico resultante nos pontos internos de um condutor em equilíbrio eletrostático é nulo.
  • O potencial elétrico em todos os pontos internos e superficiais de um condutor em equilíbrio eletrostático é constante.
  • As cargas elétricas em excesso num condutor em equilíbrio eletrostático distribuem-se por sua superfície externa.x
  • A densidade elétrica superficial de cargas é maior nas regiões pontiagudas.
  • O vetor campo elétrico num ponto da superfície tem direção perpendicular à superfície.

Campo elétrico de um condutor esférico eletrizado com carga Q


Ponto interno



Ponto externo



Ponto externo e infinitamente próximo da superfície 



Ponto da superfície

 


Potencial elétrico de um condutor esférico eletrizado com carga Q

Pontos internos e superficiais



Ponto externo




Capacitância eletrostática de um condutor isolado


Capacitância eletrostática de um condutor esférico de raio R



Ligação entre dois condutores esféricos



Intensidade média da corrente elétrica 



Energia e potência da corrente elétrica

E
el = P.Δt
J = W.s
kWh = kW.h
P = U.i


Resistores. Lei de Ohm

Lei de Ohm:

Mantida a temperatura constante, a ddp aplicada a um resistor é diretamente proporcional à intensidade da corrente elétrica que o atravessa.

U = R . i

Potência elétrica dissipada por um resistor

P = R.i2
P = U
2/R

Resistividade

A resistência R de um resistor cilíndrico diretamente proporcional ao comprimento L e inversamente proporcional a A da seção transvesrsal:

R = ρ.L/A

A constante de proporcionalidade ρ depende do material que constitui o resistor e da temperatura, sendo denominada resistividade do material.