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Aqui no blog você tem todas as aulas que precisa para estudar Física para a sua escola e para os vestibulares. As aulas são divididas em trê...

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Pense & Responda

Aplicando o TEC

Borges e Nicolau
Um projétil com massa de 10 g atinge perpendicularmente uma parede vertical com velocidade v = 1,0 . 102 m/s e penetra 10 cm. Supondo que a força que a parede aplica no projétil seja constante, determine sua intensidade.

Lembrete:
Teorema da Energia Cinética (TEC)

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O corpo de massa m percorre a distância d entre os pontos A e B sob a ação de uma força resultante constante de intensidade FR. No ponto A a velocidade do corpo é vA e no ponto B, vB.

τAB = FR.d
τAB = m.a.d (1)

Aplicando-se Torricelli:

vB2 = vA2 + 2ad
2ad = vB2 - vA2
d = (vB2 - vA2)/2a (2)

Substituindo-se (2) em (1), vem:

τAB = m.a.(vB2 - vA2)/2a
τAB = m.vB2/2 - m.vA2/2

τAB = EcinB - EcinA

τ = ΔEcin

Observação: Esta dedução foi feita a partir de uma força resultante constante, mas o Teorema da Energia Cinética tem validade geral.

Resolução de Tração máxima

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Lembrete: Um corpo imerso num fluido (líquido ou gás) sofre a ação de uma força de direção vertical e sentido oposto ao da força peso. Essa força é denominada empuxo (E) e sua intensidade é igual ao produto da densidade do fluido vezes o volume de fluido deslocado (volume imerso) vezes a aceleração da gravidade local (g). Assim:

E = dF . VD . g


Tração máxima

Borges e Nicolau
Na região da Costa Rica foram encontradas esferas de pedra de grande volume. Em trabalho recente uma esfera de 4 metros de diâmetro foi removida do oceano de uma profundidade de 35 metros. Estudos mostraram que era feita de granito de densidade 2,5 g/cm3. Na primeira tentativa de içamento o cabo do guindaste rompeu-se quando a esfera estava com 2/3 de seu volume emerso e deslocava-se em movimento uniforme. Considerando a densidade da água igual a 1 g/cm3, qual era a tração no cabo no instante do rompimento? Considere π = 3,
g = 10 m/s2 e lembre-se que o volume da esfera é dado pela fórmula:
VE = (4/3) π R3, sendo R o raio da esfera.

Resolução:

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Na situação representada acima a esfera, com a totalidade de seu volume dentro da água, está sendo erguida em movimento uniforme (equilíbrio dinâmico). A resultante é, portanto, nula. O peso (P) tem direção vertical e sentido para baixo enquanto que para cima agem a tração (T) e o empuxo (E). A intensidade do empuxo é diretamente proporcional ao volume de água deslocado, sendo máxima quando o corpo está submerso.

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Com a esfera parcialmente emersa o volume deslocado de água diminui, o mesmo ocorrendo com a intensidade do empuxo, que passa a ser
E' < E.
Sendo a intensidade do peso constante e igual à soma das intensidades da tração e do empuxo, com a diminuição do empuxo há aumento da tração.  
E' < E, portanto, T' > T.

No instante da ruptura do cabo:

T' + E' = P
T' = P - E' (1)

Cálculo de P:

P = m.g  => d = m/v  => m = d.v
P = desfera.vesfera.g
P = 2,5.103.(4/3).3.23.10
P = 80.104
P = 8.105 N (2)

Cálculo de E'

E' = dágua.vdeslocado de água.g
E' = 103.(4/3).3.23.1/3.10
E' = 103.4.8/3.10
E' = 32/3.104
E' ≈ 1,07.105 N (3)

Substituindo-se (2) e (3) em (1), vem:

T' = 8.105 - 1,07.105

T' ≈ 7 .105 N

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Cursos do Blog

Algumas aplicações práticas do Eletromagnetismo

Borges e Nicolau

Microfone de indução


As ondas sonoras que chegam ao microfone fazem a membrana vibrar e, portanto, a bobina móvel também vibra. Assim, a bobina movimenta-se no interior do campo magnético gerado pelo ímã fixo e uma tensão elétrica é induzida na bobina móvel. Temos, portanto, a transformação dos sons recebidos pelo microfone em variações de tensão elétrica na bobina. Essa tensão é, em geral, amplificada para uso posterior.

Alto-falante


A corrente elétrica proveniente do microfone atravessa a bobina móvel do alto-falante, que está ligada a um cone de papelão. A bobina fica sob a ação do campo magnético radial gerado pelo ímã fixo. Assim, forças magnéticas agem na bobina movimentando-a. O movimento da bobina implica a vibração do cone. O ar junto ao cone também vibra, reproduzindo o som captado pelo microfone.

Cartão magnético


As informações contidas no cartão magnético são armazenadas na tarja magnética, na qual ficam gravadas em código binário, numa sequência de trechos magnetizados e não magnetizados. A máquina leitora possui uma bobina enrolada num núcleo de ferro, Quando o cartão magnético passa pela ranhura, sinais elétricos são induzidos na bobina. Esses sinais são decodificados por um computador.

Detector de metais


O aparelho consta de uma bobina que ao ser percorrida por corrente elétrica gera um campo magnético. Quando o aparelho é aproximado de um objeto metálico ocorre variação do fluxo magnético e consequente indução de correntes elétricas no objeto. Essas correntes variáveis originam campos magnéticos variáveis que induzem novas correntes na bobina, modificando a corrente original que a atravessava. A variação da intensidade da corrente é detectada por um amperímetro que aciona um alarme sonoro e um sinal luminoso, indicando a presença do objeto metálico.
(Fonte: Os fundamentos da Física, Volume 3)

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Edição Extra - Vestibulares

Questões de Física
Unicamp

Questão 1
Quando uma reserva submarina de petróleo é atingida por uma broca de perfuração, o petróleo tende a escoar para cima na tubulação como consequência da diferença de pressão, ΔP, entre a reserva e a superfície. Para uma reserva de petróleo que está a uma profundidade de 2000 m e dado g = 10 m/s2, o menor valor de ΔP para que o petróleo de densidade ρ = 0,90 g/cm3 forme uma coluna que alcance a superfície é de

a) 1,8 . 102 Pa. xxxxx b) 1,8 . 107 Pa.

c) 2,2 . 105 Pa. xxxxx d) 2,2 . 102 Pa.

Resposta: B

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Questão 2
O sistema de freios ABS (do alemão “Antiblockier-Bremssystem”) impede o travamento das rodas do veículo, de forma que elas não deslizem no chão, o que leva a um menor desgaste do pneu. Não havendo deslizamento, a distância percorrida pelo veículo até a parada completa é reduzida, pois a força de atrito aplicada pelo chão nas rodas é estática, e seu valor máximo é sempre maior que a força de atrito cinético. O coeficiente de atrito estático entre os pneus e a pista é μe = 0,80 e o cinético vale μc = 0,60. Sendo g = 10 m/s2 e a massa do carro m = 1200 kg , o módulo da força de atrito estático máxima e a da força de atrito cinético são, respectivamente, iguais a

a) 1200 N e 12000 N. xxxxx b) 12000 N e 120 N.

c) 20000 N e 15000 N. xxxxxd) 9600 N e 7200 N.

Resposta: D

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Texto para as questões 3 e 4:

Em abril de 2010, erupções vulcânicas na Islândia paralisaram aeroportos em vários países da Europa. Além do risco da falta de visibilidade, as cinzas dos vulcões podem afetar os motores dos aviões, pois contêm materiais que se fixam nas pás de saída, causando problemas no funcionamento do motor a jato.

Questão 3
Uma erupção vulcânica pode ser entendida como resultante da ascensão do magma que contém gases dissolvidos, a pressões e temperaturas elevadas. Esta mistura apresenta aspectos diferentes ao longo do percurso, podendo ser esquematicamente representada pela figura a seguir, onde a coloração escura indica o magma e os discos de coloração clara indicam o gás.


Segundo essa figura, pode-se depreender que

a) as explosões nas erupções vulcânicas se devem, na realidade, à expansão de bolhas de gás.

b) a expansão dos gases próximos à superfície se deve à diminuição da temperatura do magma.

c) a ascensão do magma é facilitada pelo aumento da pressão sobre o gás, o que dificulta a expansão das bolhas.

d) a densidade aparente do magma próximo à cratera do vulcão é maior que nas regiões mais profundas do vulcão, o que facilita sua subida.

Resposta: A

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Questão 4
Considere que o calor específico de um material presente nas cinzas seja c = 0,8 J/g°C . Supondo que esse material entra na turbina a −20°C , a energia cedida a uma massa m = 5 g do material para que ele atinja uma temperatura de 880°C é igual a

a) 220 J. xxxxx b) 1000 J.

c) 4600 J. xxxxxd) 3600 J.

Resposta: D

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Texto para as questões 5 e 6:

Quando um rolo de fita adesiva é desenrolado, ocorre uma transferência de cargas negativas da fita para o rolo, conforme ilustrado na figura abaixo. Quando o campo elétrico criado pela distribuição de cargas é maior que o campo elétrico de ruptura do meio, ocorre uma descarga elétrica. Foi demonstrado recentemente que essa descarga pode ser utilizada como uma fonte econômica de raios-X.


Questão 5
Para um pedaço da fita de área A = 5,0 . 10-4 m2 mantido a uma distância constante d = 2,0 mm do rolo, a quantidade de cargas acumuladas é igual a Q = CV, sendo V a diferença de potencial entre a fita desenrolada e o rolo e C = ε0 A/d, em que ε0 ≈ 9,0 . 10-12 C/V.m. Nesse caso, a diferença de potencial entre a fita e o rolo para Q = 4,5 . 10-9 C é de

a) 1,2 . 102 V. xxxxx b) 5,0 . 10-4 V.

c) 2,0 . 103 V. xxxxx d) 1,0 . 10-20 V.

Resposta: C

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Questão 6
No ar, a ruptura dielétrica ocorre para campos elétricos a partir de E = 3,0 . 106 V/m. Suponha que ocorra uma descarga elétrica entre a fita e o rolo para uma diferença de potencial V = 9 kV. Nessa situação, pode-se afirmar que a distância máxima entre a fita e o rolo vale

a) 3 mm. xxxx b) 27 mm. xxxx c) 2 mm. xxxx d) 37 nm.

Resposta: A

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Texto para as questões 7 e 8:

O radar é um dos dispositivos mais usados para coibir o excesso de velocidade nas vias de trânsito. O seu princípio de funcionamento é baseado no efeito Doppler das ondas eletromagnéticas refletidas pelo carro em movimento.
Considere que a velocidade medida por um radar foi Vm = 72 km/h para um carro que se aproximava do aparelho.

Questão 7
Para se obter Vm o radar mede a diferença de frequências Δf , dada por Δf = f – f0 = ± f0, sendo f a frequência da onda refletida pelo carro, f0 = 2,4 . 1010 Hz a frequência da onda emitida pelo radar e c = 3,0 . 108 m/s a velocidade da onda eletromagnética. O sinal (+ ou –) deve ser escolhido dependendo do sentido do movimento do carro com relação ao radar, sendo que, quando o carro se aproxima, a frequência da onda refletida é maior que a emitida.

Pode-se afirmar que a diferença de frequência Δf medida pelo radar foi igual a

a) 1600 Hz. xxxxx b) 80 Hz.

c) –80 Hz. xxxxxx d) –1600 Hz.

Resposta: A

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Questão 8
Quando um carro não se move diretamente na direção do radar, é preciso fazer uma correção da velocidade medida pelo aparelho (Vm) para obter a velocidade real do veículo (Vr). Essa correção pode ser calculada a partir da fórmula Vm = Vr . cos(α) , em que α é o ângulo formado entre a direção de tráfego da rua e o segmento de reta que liga o radar ao ponto da via que ele mira. Suponha que o radar tenha sido instalado a uma distância de 50 m do centro da faixa na qual o carro trafegava, e tenha detectado a velocidade do carro quando este estava a 130 m de distância, como mostra a figura a seguir.

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Se o radar detectou que o carro trafegava a 72 km/h, sua velocidade real era igual a

a) 66,5 km/h. xxxxx b) 78 km/h.

c) 36√3 km/h. xxxx d) 144√3 km/h.

Resposta: B

Edição Extra - Vestibulares

Questões de Física
Universidade Federal do Rio de Janeiro
Resoluções fornecidas pela UFRJ

Questão 1
Um avião vai decolar em uma pista retilínea. Ele inicia seu movimento na cabeceira da pista com velocidade nula e corre por ela com aceleração média de 2,0 m/s2 até o instante em que levanta voo, com uma velocidade de 80 m/s, antes de terminar a pista.

a) Calcule quanto tempo o avião permanece na pista desde o início do movimento até o instante em que levanta voo.

b) Determine o menor comprimento possível dessa pista.

Resolução:

a) Como, por definição, am = Δv/Δt, temos Δt = Δv/am. Substituindo os valores do enunciado, obtemos Δt = (80m/s) ⁄ (2,0m/s2), ou seja, Δt = 40s.

b) Na situação em que a pista tem o comprimento mínimo (dm), o avião perde o contato com a pista exatamente em seu final. Com isso, usando a equação de Torricelli, v2 – v02 = 2amΔs, obtemos (80)2 = 2 × 2,0 × dm, donde dm = 1600m.

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Questão 2
A figura a seguir (evidentemente fora de escala) mostra o ponto O em que está o olho de um observador da Terra olhando um eclipse solar total, isto é, aquele no qual a Lua impede toda luz do Sol de chegar ao observador.

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a) Para que o eclipse seja anelar, isto é, para que a Lua impeça a visão dos raios emitidos por uma parte central do Sol, mas permita a visão da luz emitida pelo restante do Sol, a Lua deve estar mais próxima ou mais afastada do observador do que na situação da figura? Justifique sua resposta com palavras ou com um desenho.

b) Sabendo que o raio do Sol é 0,70 × 106 km, o da Lua, 1,75 × 103 km, e que a distância entre o centro do Sol e o observador na Terra é de 150 × 106 km, calcule a distância d entre o observador e o centro da Lua para a qual ocorre o eclipse total indicado na figura.

Resolução:

a) A Lua deve se afastar da Terra de modo que os raios emitidos pelo Sol dentro dos ângulos AOA’ e BOB’, indicados na figura a seguir, atinjam o ponto O enquanto os raios emitidos dentro do ângulo A’OB’ continuem bloqueados pela Lua.

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b) Denotando, na figura do eclipse total a seguir, o centro da Lua por L, o centro do Sol por S, o ponto de tangência com a Lua de um raio tangente ao Sol e à Lua por L’, e o ponto de tangência com o Sol por S’, por semelhança dos triângulos OLL’ e OSS’, temos LL’/SS’= d/OS, donde d = (1,75×103/0,70×106) 150×106 km, ou seja, d = 375×103km.

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Questão 3
Uma bateria ideal, um amperímetro de resistência interna de 100 Ω e um resistor de resistência de 1400 Ω são ligados em série em um circuito inicialmente aberto com terminais a e b, como indicado na figura a seguir.

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Quando os terminais a e b são conectados por um fio de resistência desprezível, fechando o circuito, se estabelece no amperímetro uma corrente de 1,00mA. Quando os terminais a e b são conectados por um resistor, fechando o circuito, se estabelece no amperímetro uma corrente de 0,20mA.

Calcule a resistência desse resistor.

Resolução:

A mesma fem (da bateria ideal) gera uma corrente de 1,00mA quando a resistência total é 100Ω + 1400Ω e uma corrente de 0,20mA quando a resistência total é 100Ω + 1400Ω + R.
Portanto, 1,5 = (1500 + R)×0,20×10-3, donde 1500 = (1500 + R)×0,20, donde R = 7500 - 1500, isto é, R = 6,0×103Ω.

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Questão 4
Um brinquedo muito divertido é o telefone de latas. Ele é feito com duas latas abertas e um barbante que tem suas extremidades presas às bases das latas. Para utilizá-lo, é necessário que uma pessoa fale na “boca” de uma das latas e uma outra pessoa ponha seu ouvido na “boca” da outra lata, mantendo os fios esticados.

Como no caso do telefone comum, também existe um comprimento de onda máximo em que o telefone de latas transmite bem a onda sonora.

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Sabendo que para um certo telefone de latas o comprimento de onda máximo é 50cm e que a velocidade do som no ar é igual a 340m/s, calcule a frequência mínima das ondas sonoras que são bem transmitidas pelo telefone.

Resolução:

Como a velocidade da onda é o produto de seu comprimento de onda por sua frequência, a frequência mínima para uma boa transmissão é a razão entre a velocidade de propagação da onda e o comprimento de onda máximo para boa transmissão, isto é, fmin = (340m/s)/0,50m, ou seja, fmin = 680Hz.

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Questão 5
Inicialmente, um barquinho flutua em repouso na superfície da água contida em um balde, como ilustra a figura 1. Então, um pouco da água do balde é transferida suavemente para dentro do barquinho (figura 2) que, finalmente, volta ao repouso ainda flutuando na superfície da água (figura 3). Tanto na situação inicial, quanto na final, a água do balde está em equilíbrio hidrostático.
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Indique se o nível da água no balde na situação final é menor, igual ou maior do que o nível na situação inicial. Justifique sua resposta.

Resolução:

Tanto antes quanto depois de a água ser colocada no interior do barquinho, o módulo do empuxo sobre o sistema é igual ao módulo do peso do sistema: Ei = Pi e Ef = Pf onde i significa situação inicial e f, situação final. Subtraindo a primeira equação da segunda, obtemos a variação do empuxo Ef – Ei = Pf – Pi, ou seja, E = mag = ρagVa, onde ρa é a densidade volumar da água e Va, o volume da quantidade de água inserida no barquinho. Uma vez que E = ρagVd, onde Vd é o aumento no volume de água deslocada pelo barquinho, concluímos que Vd = Va, o que nos permite afirmar que o nível da superfície livre da água no balde permanecerá o mesmo.

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Questão 6
Um bloco de massa 2,0 kg está sobre a superfície de um plano inclinado, que está em movimento retilíneo para a direita, com aceleração de 2,0 m/s2, também para a direita, como indica a figura a seguir. A inclinação do plano é de 30º em relação à horizontal.

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Suponha que o bloco não deslize sobre o plano inclinado e que a aceleração da gravidade seja g = 10 m/s2.
Usando a aproximação √3 ≈ 1,7 , calcule o módulo e indique a direção e o sentido da força de atrito exercida pelo plano inclinado sobre o bloco.

Resolução:

Suponha que a força de atrito, fat, esteja orientada como na figura.

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Uma vez que o corpo se move com aceleração horizontal para a direita de módulo igual a 2,0m/s2, a força resultante que atua sobre o bloco é horizontal, para a direita e tem módulo igual a 4,0N. Decompondo as forças ao longo dos eixos horizontal e vertical (orientados para a direita e para cima, respectivamente) e usando os valores cos30º = √3/2 e sen30º = 1/2, podemos escrever: –fat √3/2 + N/2 = 4 e –20 + N√3/2 + fat /2 = 0. Multiplicando a primeira equação por √3 e subtraindo o resultado da segunda, obtemos 2 fat = –4√3 + 20. Usando a aproximação √3 ≈ 1,7, obtemos
fat = (–6,8 + 20)/2 , ou seja, fat = 6,6N.

Como o valor obtido para fat foi positivo, o sentido suposto para é o correto. Logo, a direção de é paralela ao plano inclinado e seu sentido é de subida.

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Questão 7
Um físico alpinista escalou uma alta montanha e verificou que, no topo, a pressão p do ar era igual a 0,44po , sendo po a pressão ao nível do mar. Ele notou também que, no topo, a temperatura T era igual a 0,88To , sendo To a correspondente temperatura ao nível do mar, ambas temperaturas medidas em Kelvin.

Considerando o ar no topo e ao nível do mar como um mesmo gás ideal, calcule a razão d / do entre a densidade d do ar no topo da montanha e a correspondente densidade do ao nível do mar.

Resolução:

Considerando uma mesma massa M do gás ideal no nível do mar e no topo da montanha, poVo/To=pV/T. Dividindo ambos os membros dessa equação por M e fazendo as identificações Vo/M = 1/do e V/M = 1/d, sendo do e d as respectivas densidades volumares do gás no nível do mar e no topo da montanha, temos po / (To do) = p / (Td), donde d/do = (p/po)(To/T) = 0,44/0,88, isto é, d/do = 1/2.

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Questão 8
Um íon de massa m e carga elétrica q incide sobre um segundo íon, de mesma massa m e mesma carga q. De início, enquanto a separação entre eles é grande o bastante para que as forças mútuas sejam desprezíveis, o primeiro mantém uma velocidade constante de módulo vo e o segundo se mantém em repouso, como indica a figura 1.

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Ao se aproximarem, as forças elétricas coulombianas entre eles, não mais desprezíveis, passam a mudar continuamente suas velocidades. Despreze quaisquer outras forças, considere dados os valores de m, q, vo e 4πεo e suponha que todos os movimentos se deem em uma reta.

a) Calcule a velocidade do segundo íon quando a velocidade do íon incidente for igual a 3vo /4 (como indicado na figura 2).

b) Calcule a distância entre eles no instante da situação considerada no item anterior.

Resolução:

a) Como não há forças externas sobre o sistema, há conservação do seu momento linear, de modo que mvo=m(3vo/4)+mv’, donde v’=vo/4.

b) Como as forças sobre o sistema são conservativas, há conservação da energia mecânica. Assim, (1/2)mvo2 = (1/2)m(3vo/4)2 + (1/2)m(vo/4)2 + (q2/4πεo) (1/d), donde (6/16) mvo2 = (q2/2πεo) (1/d), donde
d = (4q2/3πεomvo2)

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Questão 9
Um portão retangular de massa igual a 50kg tem 2,50m de comprimento, 1,45m de altura e está preso a duas dobradiças A e B. O vértice da dobradiça A dista 0,10m do topo do portão, e o vértice da dobradiça B, 0,10m da base, como indica a figura a seguir.

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Suponha que o sistema esteja em repouso, que o peso do portão esteja aplicado em seu centro geométrico e que a aceleração g da gravidade local seja 10m/s2.

a) Calcule o módulo da força resultante exercida pelas duas dobradiças sobre o portão.

b) Calcule o módulo da componente horizontal da força exercida pela dobradiça A sobre o portão e determine seu sentido.

Resolução:

a) As forças que atuam no portão são o peso P, a força FA do apoio A e a força FB do apoio B. Como o sistema está em equilíbrio, FA + FB + P = 0, donde IFA + FBI = P = 50kg×10m/s2, isto é, IFA + FBI= 500N.

b) Para calcular o módulo FAh da força horizontal FA, usamos o fato de que é nulo o torque das forças relativo ao ponto B. Para que isso ocorra, a componente horizontal de FA  deve apontar para a esquerda e satisfazer a relação FAh×1,25 – 500×1,25=0, donde FAh = 500N.

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Questão 10
Uma partícula de massa m e carga q positiva, em movimento retilíneo uniforme, penetra em uma região na qual há um campo magnético uniforme, vertical e de módulo B. Ao sair da região, ela retoma um movimento retilíneo uniforme.

Todo o movimento se processa em um plano horizontal e a direção do movimento retilíneo final faz um ângulo θ com a direção do movimento retilíneo inicial. A velocidade da partícula é grande o bastante para desprezarmos a força gravitacional, de modo a considerarmos apenas a força magnética sobre ela.


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a) Determine a razão v’ / v entre o módulo v’ da velocidade do movimento retilíneo final e o módulo v da velocidade do movimento retilíneo inicial.

b) Calcule quanto tempo a partícula demora para atravessar a região em que há campo magnético em função de q, m, B e θ.

Resolução:

a) Como a força magnética não realiza trabalho, a energia cinética da partícula não muda. Portanto, não se altera o módulo de sua velocidade e, consequentemente, v’/v=1.

b) O movimento da partícula no campo magnético é circular uniforme com velocidade de módulo v e raio R tais que, pela segunda lei de Newton, qvB = m(v2/R), ou seja, m(v/R) = qB. Lembrando que a velocidade angular da partícula é ω = v/R, obtemos ω = qB/m. Usando esse resultado na expressão t = θ/ ω , que dá o tempo t que a partícula demora para atravessar a região, obtemos t = mθ/(qB).

Preparando-se para as provas

Eletromagnetismo

Borges e Nicolau

Exercício 1
Um pequeno ímã é colocado num ponto P, próximo a dois condutores retos percorridos por corrente elétrica de mesma intensidade i, conforme indica a figura. Sob ação dos campos magnéticos originados pelas correntes elétricas o ímã se orienta. O ímã se dispõe na direção da reta:

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a)   r    b)   s   c)   t   d)   u

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Exercício 2
Um feixe de elétrons é lançado numa região onde existem dois campos uniformes, um elétrico de intensidade E = 8,0.102 V/m e outro magnético de intensidade B = 1,0.10-1 T. Observa-se que o feixe atravessa a região em movimento retilíneo e uniforme.

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Determine a velocidade com que o feixe atravessa os campos.

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Exercício 3
Uma partícula de massa m e carga elétrica q é abandonada num ponto P de um campo elétrico uniforme de intensidade E = 5,0.102 V/m. Acelerada pelo campo elétrico, a partícula atinge o ponto O e penetra num campo magnético uniforme de intensidade B = 2,0.10-2 T, conforme mostra a figura.

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Determine:

a) A velocidade da partícula ao atingir o ponto O.

b) A trajetória descrita pela partícula na região de campo magnético.

c) A intensidade da força magnética que age na partícula no instante em que penetra no campo.

Dados: PO = 20 cm; m = 8,0.10-3 g; q =1,0.10-6 C

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Exercício 4
Duas partículas eletrizadas, de mesma massa, são lançadas com a mesma velocidade num campo magnético uniforme de intensidade B e descrevem as trajetórias indicadas na figura. O raio da trajetória (1) é o dobro do raio da trajetória (2).

Analise as proposições e indique as corretas:

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I) As partículas têm cargas elétricas de mesmo sinal.

II) A partícula que descreve a trajetória (1) possui carga elétrica de maior módulo.

III) Sendo q1 e q2 as cargas elétricas das partículas que descrevem as trajetórias (1) e (2), respectivamente, a razão q1/q2 é igual a -2.

IV) Sendo q1 e q2 as cargas elétricas das partículas que descrevem as trajetórias (1) e (2), respectivamente, a razão q1/q2 é igual a -1/2

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Exercício 5
5. Um ímã é colocado em frente da face de uma espira. Uma corrente elétrica é induzida na espira quando:

I) o ímã permanece parado próximo à espira.

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II) o ímã é movimentado aproximando-se da espira.

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III) o ímã e a espira deslocam-se para a direita com a mesma velocidade.

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IV) A espira é deformada, diminuindo-se sua área.

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Quais afirmações são corretas?

domingo, 21 de novembro de 2010

Arte do Blog

E deixo confissões no gravador...

Borges e Nicolau
Compositores de música popular costumam usar temas da época em que vivem. Tom Jobim e Chico Buarque de Holanda, autores da belíssima canção "Anos Dourados", (letra postada abaixo) fizeram isso ao retratar o reacender da chama de um grande amor. Com a sensibilidade que lhe é característica Chico escreveu uma letra que nos remete àqueles raros momentos que gostaríamos de reviver, nossos anos dourados.

Como seria a mesma cançâo composta hoje, 26 anos depois da original que foi tema de uma minissérie televisiva de grande sucesso?

As confissões deixadas no gravador talvez fosse substituídas por alguma frase do gênero: "te escreví um e-mail afobada, ou "deixei letras mal-traçadas no facebook".

Escrever uma canção com a magia de "anos dourados" requer mais do que estar antenado com a época, é preciso muito talento para encantar os ouvintes e deixar registrada a fotografia do momento para a posteridade.

Fotografia analógica ou digital? Você decide!

Veja e ouça "Anos Dourados" aqui.

Parece que dizes
Te amo, Maria
Na fotografia
Estamos felizes
Te ligo afobada
E deixo confissões
No gravador
Vai ser engraçado
Se tens um novo amor
Me vejo a teu lado
Te amo?
Não lembro
Parece dezembro
De um ano dourado
Parece bolero
Te quero, te quero
Dizer que não quero
Teus beijos nunca mais
Teus beijos nunca mais
Não sei se eu ainda
Te esqueço de fato
No nosso retrato
Pareço tão linda
Te ligo ofegante
E digo confusões no gravador
E desconcertante
Rever o grande amor
Meus olhos molhados
Insanos, dezembros
Mas quando me lembro
São anos dourados
Ainda te quero
Bolero, nossos versos são banais
Mas como eu espero
Teus beijos nunca mais
Teus beijos nunca mais